Tem dinheiro para palco, som e cachê; e para os professores de Santo Inácio?
Professores cobram piso do magistério em Santo Inácio e, ao mesmo tempo, colocam a gestão Geny Violato diante de uma cobrança objetiva: se há dinheiro público para shows e eventos, também deve haver responsabilidade para pagar o que a lei garante aos profissionais da educação.
O Diário de Maringá foi informado de que professores da rede municipal apresentaram requerimento administrativo à Prefeitura de Santo Inácio. No documento, eles cobram a adequação dos vencimentos ao Piso Salarial Nacional do Magistério de 2026.
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Segundo a reivindicação, o vencimento-base estaria abaixo do valor proporcional previsto para a jornada exercida na rede municipal. Além disso, os profissionais também pedem o pagamento retroativo das diferenças salariais acumuladas, com juros e correção monetária.
Professores querem cumprimento da lei
A cobrança não trata apenas de reajuste. Na prática, ela envolve o cumprimento de uma regra federal que estabelece remuneração mínima para o magistério público da educação básica.
Portanto, a discussão vai além da folha de pagamento. Ela atinge diretamente a valorização da carreira, a qualidade do ensino e o respeito aos servidores que atuam diariamente em sala de aula.
Além disso, quando professores precisam recorrer a um requerimento administrativo para cobrar o piso, a situação deixa de ser apenas interna. Assim, o tema passa a interessar toda a comunidade escolar.
Se tem dinheiro para shows, deve ter para professores
A reivindicação ganha ainda mais força diante de uma pergunta inevitável: se a administração encontra recursos para shows, festas e eventos, por que os professores precisam cobrar administrativamente aquilo que a legislação já assegura?
Nesse sentido, a população também pode questionar as prioridades da gestão. Afinal, dinheiro público exige critério, transparência e responsabilidade. Por isso, entre palco, som, cachê e sala de aula, a educação deveria ocupar lugar central no orçamento municipal.
Enquanto eventos recebem atenção e recursos, os profissionais da educação cobram o básico: o cumprimento da lei. Desse modo, a discussão deixa de ser apenas salarial e passa a revelar uma escolha de prioridades.
Gestão Geny Violato precisa responder
Agora, cabe à prefeita Geny Violato explicar se a prefeitura vai corrigir os vencimentos e reconhecer os valores reivindicados pelos profissionais da educação.
Educação não pode virar apenas discurso de campanha, inauguração ou palanque. Ao contrário, valorizar professores significa respeitar a carreira, fortalecer o ensino e garantir melhores condições de aprendizagem às crianças de Santo Inácio.
No fim, a cobrança é simples: pagar o piso nacional do magistério não é favor político. É, sobretudo, respeito aos profissionais da educação e cumprimento da lei.
Portanto, se há recursos para festas, shows e eventos, também precisa haver compromisso para garantir remuneração digna a quem sustenta a educação pública todos os dias.
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