Se a Expo Paranavaí é de graça, o que trava a Expoingá?
Expo Paranavaí mostra força regional com shows gratuitos e rodeio e impõe reflexão a Maringá
De 6 a 15 de março, Paranavaí realiza mais uma edição da Expo Paranavaí com uma programação que chama atenção em toda a região. Rodeio, arena estruturada, parque cheio e uma sequência de shows de peso com entrada franca.
Estão confirmados Zé Neto & Cristiano, Bruno César & Rodrigo, Eduardo Costa, Panda, Neto DJ e outras atrações que tradicionalmente cobram ingressos elevados em outras cidades. Mesmo assim, em Paranavaí, os portões são abertos ao público.
A pergunta não é apenas cultural. É administrativa.
Como uma cidade do porte de Paranavaí consegue viabilizar uma grade artística desse tamanho com entrada gratuita? Qual é o modelo financeiro? Quanto entra de patrocínio privado? Qual é a participação do poder público? Há renúncia fiscal? Há parceria estruturada com o setor produtivo? Existe modelo de camarotes que subsidia a pista? Quanto o comércio local investe para que o evento aconteça?
E mais.
Qual é o impacto econômico estimado? Quantos empregos temporários são gerados? Qual é o retorno em arrecadação indireta? Quanto gira na rede hoteleira, nos restaurantes, nos ambulantes, no transporte por aplicativo?
Se o evento se paga sozinho, como isso é feito?
Se há investimento público, qual é o percentual e qual é o retorno medido?
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Paranavaí está a pouco mais de 70 quilômetros de Maringá. Realidades regionais semelhantes, público semelhante, potencial econômico semelhante. Então por que em uma cidade se consegue montar uma programação robusta com acesso popular e em outra os custos parecem sempre ser um obstáculo?
Henrique Pinto, da SRM Maringá, deveria observar com atenção. Não para copiar, mas para entender. O que Paranavaí faz diferente? Como articula patrocinadores? Como estrutura contratos? Como negocia cachês? Como equilibra risco e retorno?
Existe uma diferença de gestão ou existe uma diferença de vontade política e articulação empresarial?
Eventos como a Expo Paranavaí não são apenas entretenimento. São estratégia de posicionamento regional. São geração de fluxo econômico. São construção de marca da cidade.
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Maringá é referência em muitos setores. Mas quando o assunto é evento popular de grande porte com acesso democrático, está olhando ou está ignorando o que acontece ao lado?
Se uma cidade próxima consegue fazer rodeio, grandes shows e entrada franca, a discussão precisa sair do discurso e entrar na planilha.
Porque a pergunta que fica não é pequena.
É gestão.


