Apoio durante licença-maternidade ajuda colaboradora a crescer na carreira e liderar equipe de mulheres

Apoio durante licença-maternidade ajuda colaboradora a crescer na carreira e liderar equipe de mulheres

História de profissional  do Grupo Vellore mostra como acolhimento no trabalho pode fazer diferença na vida de mães profissionais

Dados recentes sobre maternidade e mercado de trabalho acendem um alerta. Segundo levantamento da plataforma de empregos Catho, cerca de 56% das mulheres foram demitidas ou conhecem alguém que foi desligada após retornar da licença-maternidade. O mesmo estudo aponta que 40% relatam ter enfrentado discriminação em processos seletivos ao mencionarem a maternidade. 

Em meio a esse cenário, a trajetória de Andressa Pereira segue na contramão dessa estatística. Funcionária do Grupo Vellore há 20 anos, ela começou como assistente administrativa aos 22 anos e hoje lidera a área de vendas internas. No meio do caminho, viveu um dos momentos mais delicados da vida quando a filha recém-nascida precisou ser internada e encontrou na empresa o apoio que precisava para continuar.

Em outubro de 2019, meses antes da pandemia transformar o home office em regra, Andressa precisou se afastar completamente do trabalho para permanecer por dois meses no hospital acompanhando a filha, que enfrentava complicações de saúde após contrair um vírus. Durante esse período, a rotina passou a ser dividida entre leitos, exames e a expectativa pela recuperação da bebê. “Como mãe, eu só pensava na recuperação da minha filha. Mas como profissional, existia aquele medo silencioso e a dúvida se  meu espaço estaria garantido quando eu voltasse?”, afirma Andressa.

O apoio, no entanto, veio da própria empresa. Durante todo o período de internação da filha, o RH e a diretoria mantiveram contato e ofereceram suporte, inclusive auxiliando na interlocução com o plano de saúde e em demandas administrativas relacionadas aos exames. Após a alta hospitalar, já em casa, a empresa sugeriu que Andressa retornasse gradualmente em regime de home office até que a filha ganhasse imunidade suficiente para frequentar a escola com segurança. 

A medida foi adotada ainda antes da pandemia e não trouxe qualquer impacto negativo à sua trajetória na organização. Ao contrário, reforçou ainda mais a confiança mútua construída ao longo dos anos.“Eu tinha duas preocupações. Minha filha e o trabalho. Mas a empresa me acolheu antes mesmo que eu precisasse pedir”, relembra.

Ela permaneceu trabalhando remotamente até dezembro daquele ano e retornou presencialmente em janeiro de 2020. Poucos meses depois, a pandemia generalizou o modelo remoto, algo que ela já havia experimentado em um momento crítico da vida pessoal. Nos anos seguintes, sua trajetória dentro da empresa continuou evoluindo. Em 2024, após quase duas décadas na área administrativa, Andressa recebeu o convite para assumir a liderança de vendas internas, mesmo sem experiência prévia direta na função comercial. Aceitou o desafio, liderou uma reestruturação no setor e hoje coordena uma equipe formada exclusivamente por mulheres.
“O apoio à maternidade não é apenas uma política interna, é uma forma de garantir que profissionais talentosas possam continuar crescendo. A trajetória da Andressa mostra que, quando há confiança e flexibilidade, o resultado pode ser permanência, desenvolvimento e liderança”, garante Juliano Paolini, Coordenador de RH do Grupo Vellore.

Redação

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