Chorão aponta acordo em construção e greve dos caminhoneiros pode não acontecer

Chorão aponta acordo em construção e greve dos caminhoneiros pode não acontecer

A possibilidade de uma greve nacional dos caminhoneiros começa a perder força após sinalizações consideradas positivas nas negociações com o governo federal. Segundo o presidente da Abrava, Wallace Costa Landim, o Chorão, houve avanço significativo nas tratativas envolvendo a medida provisória que trata das demandas do setor.

De acordo com o líder da categoria, a proposta apresentada após coletiva do ministro dos Transportes, Renan Filho, especialmente no que diz respeito à intensificação da fiscalização eletrônica, representa uma conquista aguardada há anos pelos caminhoneiros.

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Chorão destacou que o endurecimento da fiscalização é uma pauta histórica da categoria, construída ao longo de mais de oito anos de mobilização. Para ele, a medida tende a corrigir distorções no setor e trazer mais equilíbrio nas relações de trabalho e concorrência.

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Apesar do avanço, a mobilização não foi totalmente descartada. A categoria segue em estado de alerta, mas o tom agora é de negociação e construção conjunta. Uma nova rodada de reuniões está marcada para a próxima semana, em Brasília, onde lideranças pretendem discutir e incluir emendas à medida provisória.

Entre os pontos que ainda serão debatidos estão questões ligadas aos seguros, ao gerenciamento de risco, à equalização do peso dos caminhões e outros temas considerados essenciais para garantir maior proteção aos profissionais do transporte rodoviário.

A avaliação entre lideranças é que, caso haja abertura do governo para incorporar essas demandas, o cenário de paralisação pode ser evitado. O momento, segundo Chorão, é de união da categoria para consolidar as conquistas e avançar nas negociações.

O desfecho das discussões nos próximos dias será decisivo para definir se o país enfrentará ou não uma nova greve dos caminhoneiros. Neste momento, no entanto, o clima é de cautela com viés positivo, indicando que o diálogo pode prevalecer sobre a paralisação.

Redação O Diário de Maringá

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