Deputado Jacovós denuncia possível articulação bilionária de Ratinho Junior envolvendo a Sanepar
O Governo Ratinho Junior será alvo de alerta na ALEP por suposta manobra para forçar a adesão de municípios paranaenses à estrutura da Sanepar. Esta denúncia surgiu através do deputado Delegado Jacovós, que utilizou o programa Paraná Cidades para expor uma articulação de bastidores do Palácio Iguaçu. Segundo o parlamentar, o projeto de lei em construção pretende retirar a autonomia de cidades que hoje gerem seus próprios sistemas de água e esgoto.
A ameaça à autonomia dos sistemas municipais
Certamente, o anúncio causou um forte impacto em lideranças regionais que defendem a gestão local do saneamento básico. O deputado Jacovos destacou que cidades como Sarandi, Marialva e São Jorge do Ivaí estão diretamente na mira dessa proposta governamental. Consequentemente, o parlamentar prometeu levar o tema à tribuna da Assembleia Legislativa na próxima semana para exigir explicações detalhadas sobre as intenções do Ratinho.
Ademais, a denúncia sugere que o governo estadual busca centralizar os serviços para inflar o valor de mercado da companhia. Embora o Palácio Iguaçu defenda a universalização do saneamento até 2028, críticos enxergam uma estratégia clara de fortalecimento patrimonial. Portanto, a incorporação forçada de autarquias municipais eficientes serviria para tornar a Sanepar mais atraente em uma possível agenda de privatização.
Impacto financeiro e o receio da privatização
Além da questão política, existe uma preocupação latente sobre o custo de vida da população paranaense. Em municípios com sistemas próprios, as tarifas de água e esgoto costumam ser consideravelmente menores do que as praticadas pela estatal. Por isso, a migração compulsória para a Sanepar poderia resultar em reajustes imediatos e pesados no bolso do contribuinte local.
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Por outro lado, a perda de autonomia administrativa dificulta a resolução ágil de problemas cotidianos de infraestrutura urbana. Enquanto os prefeitos gerem as demandas com proximidade, a centralização no estado tende a burocratizar o atendimento básico. Devido a esses fatores, a oposição na ALEP questiona se o foco do governo é realmente a saúde pública ou apenas a saúde financeira da empresa.
Tensão política na Assembleia Legislativa
Inegavelmente, a próxima semana será marcada por um clima de confronto direto nos corredores do poder em Curitiba. Caso o governo protocole oficialmente o projeto, os prefeitos do interior devem se mobilizar para barrar a proposta. Além disso, a Sanepar já enfrenta críticas severas pela ausência de redução nas contas de água, apesar dos lucros bilionários registrados recentemente.
Em suma, a sociedade paranaense aguarda transparência total sobre os estudos técnicos que fundamentam essa possível mudança. Afinal, o controle de um serviço tão essencial não pode ser decidido em manobras de bastidores sem a devida participação popular e clareza jurídica.



