Picanha cai quase 26% e churrasco fica mais barato para o brasileiro em 2026
Fraldinha registra queda de 38,6%, cervejas mantêm preços estáveis e consumidores voltam a incluir cortes nobres no orçamento
O churrasco do brasileiro ficou mais barato em 2026. Um levantamento da Neogrid revelou queda significativa no preço das carnes bovinas, principalmente nos cortes mais tradicionais das reuniões em família e encontros de fim de semana. Além disso, as bebidas permaneceram praticamente estáveis, o que reduziu a pressão no bolso do consumidor.
Os dados foram divulgados em maio de 2026 e consideram o monitoramento de mais de 40 milhões de notas fiscais emitidas mensalmente em todo o Brasil. O estudo mostra que a picanha bovina caiu de R$ 81,86 o quilo em abril de 2025 para R$ 60,70 em abril de 2026. A retração chegou a 25,9%.
A redução ocorre após meses de forte alta nos preços das proteínas bovinas. No fim de 2025 e início de 2026, a picanha chegou a ultrapassar R$ 76 o quilo em diversos mercados do país. Agora, porém, o consumidor começa a perceber alívio nas compras.
Fraldinha lidera queda nos preços
Entre os cortes analisados, a fraldinha apresentou a maior redução. O preço médio caiu 38,6% em um ano. O quilo passou de R$ 72,25 para R$ 44,37.
Além disso, outros cortes premium também ficaram mais acessíveis. O ancho bovino registrou queda de 19,6%, enquanto a costela bovina recuou 21,6%.
Mesmo os cortes que tiveram aumento mantiveram comportamento considerado estável diante do cenário inflacionário recente. A maminha subiu 4,3%, enquanto a alcatra avançou 12,3%. Ainda assim, os preços permanecem abaixo dos picos registrados anteriormente.
Para o consumidor, o movimento representa maior possibilidade de voltar a consumir carnes nobres sem comprometer tanto o orçamento doméstico.
Frango e linguiça ajudam a equilibrar o bolso
As proteínas alternativas também contribuíram para reduzir o custo do churrasco. O frango inteiro ficou 12,4% mais barato em comparação ao ano passado. Já a coxa de frango apresentou queda de 10,9%.
Enquanto isso, as linguiças mantiveram preços estáveis. O produto continua sendo uma das principais opções de custo-benefício para churrascos maiores e encontros familiares.
Especialistas do setor avaliam que a combinação entre redução nas carnes e estabilidade em outros itens ajuda o consumidor a ampliar a cesta de compras sem aumentar tanto os gastos.
Cerveja praticamente não subiu
As bebidas também colaboraram para o cenário mais favorável em 2026. Segundo a pesquisa, a cerveja clara, uma das mais consumidas nos churrascos brasileiros, registrou alta de apenas 0,7% em um ano.
Além disso, a cerveja artesanal ficou 4,6% mais barata. O movimento ocorre após aumentos observados durante o verão e o período de festas.
Nos vinhos, o comportamento também mostrou estabilidade. O vinho importado caiu 4,5%, passando de R$ 64,14 para R$ 61,24. Já o vinho fino nacional teve leve alta de 0,7%, enquanto o vinho de mesa subiu apenas 2,2%.
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Varejo monitora demanda para evitar falta de produtos
Com preços mais atrativos, o setor varejista acompanha o aumento da demanda com atenção. Redes de supermercados e distribuidores intensificaram o monitoramento de estoques para evitar falta de produtos nas gôndolas.
Segundo a análise da Neogrid, períodos de maior consumo exigem sincronização entre indústria, varejo e distribuidores. Além disso, o controle eficiente da reposição se tornou fundamental para garantir vendas e fidelizar clientes.
A expectativa do setor é que a combinação entre carnes mais baratas e bebidas estáveis estimule ainda mais o consumo doméstico nos próximos meses.
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