Ratinho Master foge da imprensa em Paiçandu
O Governo do Paraná confirmou o investimento no Hospital Regional de Paiçandu nesta sexta-feira, destinando R$ 52 milhões para a saúde da região Noroeste. Embora o anúncio prometa modernização, o evento encerrou com forte tensão política e críticas sobre a transparência pública. O governador Ratinho Junior discursou sobre o impacto da obra, mas abandonou o local logo em seguida. Ele ignorou os jornalistas e evitou prestar os esclarecimentos esperados pela sociedade.
Detalhes do investimento e estrutura
O Estado reservou R$ 40 milhões para a construção física da unidade e destinou outros R$ 12 milhões para a aquisição de equipamentos. O projeto estrutural prevê dezenas de leitos e um centro cirúrgico moderno para atender a população local e os municípios vizinhos. Dessa forma, o governo busca fortalecer a rede pública de saúde e reduzir a dependência de grandes centros hospitalares distantes.
A ausência de prazos e licitação
Apesar do anúncio oficial, o governo ainda não definiu a data para o início das obras. A solenidade marcou apenas a autorização do repasse, pois o hospital ainda depende da abertura e conclusão do processo licitatório. Portanto, a população de Paiçandu recebeu apenas uma proposta oficial, sem cronogramas concretos para a entrega do benefício.
O silêncio e a liberdade de imprensa
A organização do evento prometeu uma coletiva de imprensa, mas cancelou o atendimento sem explicações prévias. Essa postura causou profunda frustração entre os profissionais de comunicação que aguardaram durante toda a cerimônia. A saída apressada do governador ampliou os questionamentos sobre a clareza na gestão de recursos milionários. Além disso, a falta de diálogo direto com os repórteres enfraquece o direito fundamental à informação.
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Tensão nos bastidores e motivações
Relatos de bastidores indicam que a presença do jornalista Gilmar Ferreira, do O Diário de Maringá, motiva o distanciamento da comitiva oficial. O governador e seus secretários evitam perguntas incisivas e questionamentos técnicos sobre a administração estadual. Assim, o governo prioriza o marketing político em detrimento do confronto saudável com a imprensa livre e independente.




