Saúde de Santo Inácio: como uma cidade comandada por uma prefeita médica pode chegar a esse nível?
A saúde de Santo Inácio voltou a ser alvo de reclamações graves, e desta vez eu decidi tornar isso público porque o que ouvi nos últimos dias não pode ser tratado como algo normal. Como jornalista e como alguém que nasceu na cidade, não posso fingir que não estou vendo o que muitos moradores e frequentadores vêm relatando.
Relato sobre suspeita de infarto acende novo alerta
Nesta semana, recebi a reclamação de pessoas indignadas com um caso envolvendo um caminhoneiro que teria passado mal no Tremendão, com suspeita de infarto. Segundo o relato que chegou até mim, enviaram ao local apenas um motorista com a ambulância.
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Diante da gravidade da informação, eu, Gilmar Ferreira, entrei em contato com a secretária de Saúde, Suellen Turcato. Ela me informou que estava em viagem e, por isso, só poderia responder por mensagens. Em seguida, afirmou que não pediram enfermeiro. Eu então questionei se não existe uma triagem para definir o tipo de atendimento necessário. A resposta foi de que não, que seria preciso pedir. Ainda segundo ela, o caminhoneiro foi encaminhado para Colorado, onde recebeu atendimento.
No entanto, a pergunta continua de pé. Em um caso com suspeita de infarto, o município trabalha com protocolo técnico ou depende apenas do que alguém pede na hora? Essa dúvida é séria. Afinal, em situações de urgência, cada minuto conta.
Novo episódio reforça a insatisfação
Neste domingo, recebi outra ligação. Desta vez, de pessoas de Maringá que têm casa na região da Pousada do Paranapanema. Segundo o relato, o filho de um deles passou mal e foi levado ao atendimento 24 horas de Santo Inácio. O pai saiu decepcionado com o que viu. De acordo com essa denúncia, havia servidor fumando e sem demonstrar a preocupação esperada diante da situação.
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Essa foi a mensagem que recebi hoje, 19 de abril de 2026, por volta das 20h:
Tentei fazer um vídeo Gilmar , mas o segurança não parava de me olhar. O segurança não parava de me olhar. Mas um enorme descaso, um enorme descaso.Onde o prefeito é médica, é uma zon@ do car@lh@, uma bagunça do cac@t@. Uma nojeira, um tratamento horrível. Não é referência. Nem olhar na nossa cara. O pessoal lá, o médico até que sim. (0:24) Que é o médico, né? O médico tem sua índole, né? É a sua índole. Mas o pessoal que era concursado lá dentro, mal olhou na nossa cara. Rapaz, o que é isso?
É claro que toda denúncia precisa ser apurada com responsabilidade. No entanto, quando os relatos começam a se repetir, o problema deixa de parecer pontual. E passa, portanto, a indicar um cenário preocupante dentro da saúde pública municipal.
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O silêncio da prefeita piora tudo
Existe ainda um agravante. A prefeita não atende o telefone, não responde à imprensa e evita dar explicações públicas. Isso é inadmissível. Quem ocupa cargo público, sobretudo na chefia do Executivo, não pode se esconder quando a população questiona a qualidade da saúde oferecida no município.
Além disso, boa parte da Câmara, segundo a percepção popular, não exerce a cobrança necessária. Quando há vereadores com parentes em cargos de confiança, a fiscalização enfraquece. Assim, a atual gestão passa a agir como se fosse dona da cidade, e não apenas ocupante temporária de um mandato que pertence ao povo.
Santo Inácio precisa explicar qual é o protocolo
O ponto central agora é simples. Santo Inácio precisa informar de forma clara se existe protocolo para urgência e emergência. Precisa explicar quem faz a triagem, quais critérios definem o envio de equipe e como a administração fiscaliza a conduta dos servidores nas unidades de atendimento.
Sem essas respostas, a desconfiança só aumenta. E saúde pública não pode funcionar no improviso, no silêncio ou na blindagem política.
O Diário de Maringá está à disposição da população
Como nasci em Santo Inácio, e como exerço meu trabalho com independência, estou colocando o WhatsApp de O Diário de Maringá (44) 99738-0508 à disposição da população. Quem tiver reclamações, provas, relatos e documentos sobre a saúde no município pode entrar em contato conosco.
Mais uma vez, vou tentar ouvir a prefeita e a secretária de Saúde. Porém, se não houver resposta, se não existir protocolo adequado para urgência e emergência, ou se as reclamações continuarem sem solução, vou levar o caso ao Ministério Público com provas.
Esse é o mínimo que posso fazer como cidadão e como jornalista investigativo. Porque a população de Santo Inácio não pode continuar correndo riscos enquanto o poder público finge que está tudo sob controle.





