Santo Inácio: Quem cobra a prefeita quando o presidente da Câmara passa pano?
Se a Prefeitura de Santo Inácio fosse uma casa, a conta estaria no vermelho
Hoje, na Câmara de Santo Inácio, uma audiência pública apresentou os números da Prefeitura no primeiro quadrimestre de 2026. Porém, para o povo entender de verdade, é preciso tirar os dados da planilha e colocar na mesa da cozinha.
Imagine uma casa que recebeu R$ 20.021.540,80 em quatro meses. Parece muito dinheiro. No entanto, essa mesma casa gastou R$ 20.311.010,33 no mesmo período. Portanto, mesmo com dinheiro entrando, ela terminou devendo R$ 289.469,53.
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O dinheiro próprio é pequeno
O ponto mais preocupante está na origem da renda. Dos R$ 20.021.540,80 recebidos, só R$ 2.345.463,79 vieram da própria casa. Já R$ 17.676.077,01 vieram de fora, por meio de repasses estaduais e federais.
Ou seja, seria como uma família que diz ganhar bem, mas depende quase totalmente da ajuda de parentes para pagar mercado, luz, água, remédio e salário dos funcionários.
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A máquina consome quase tudo
Essa casa também gastou R$ 18.595.558,25 só para funcionar no dia a dia. Dentro desse valor, foram R$ 7.624.050,94 com pessoal, R$ 3.484.118,98 com empresas contratadas e R$ 3.415.741,50 em outras despesas correntes.
Traduzindo: quase todo o dinheiro vai embora para manter a estrutura funcionando. Sobra pouco espaço para investimento real.
O que faltou explicar
A audiência mostrou números, mas não explicou o problema com clareza. A população precisava ouvir que a Prefeitura gastou mais do que arrecadou, depende muito de repasses e mantém despesas altas.
Também caberia ao presidente da Câmara, Ronaldo Cabeção, cobrar explicações mais firmes. Afinal, o papel da Câmara não é apenas ouvir contador e agradecer apresentação. O papel da Câmara é fiscalizar.
A pergunta que fica
Santo Inácio não está quebrado. Mas também não está tranquilo.
Se fosse uma casa, seria uma casa que recebe ajuda de fora, gasta mais do que entra e precisa controlar melhor suas despesas.
E quando quem deveria fiscalizar não pergunta o essencial, a população tem o direito de perguntar: faltou entendimento ou faltou coragem?
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