Câmara mostra que não é puxadinho da Prefeitura e derruba três vetos do prefeito
A Câmara Municipal de Maringá mostrou, na prática, que tem independência para decidir. Nos últimos meses, os vereadores derrubaram vetos do prefeito a três projetos aprovados pelo Legislativo.
Isso significa uma coisa simples: a Câmara não é obrigada a concordar sempre com a Prefeitura.
Quando um vereador apresenta um projeto, a Câmara vota. Se a maioria aprova, o texto vai para o prefeito. O prefeito pode concordar. Mas também pode vetar, ou seja, barrar o projeto.
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Só que o veto do prefeito não encerra o assunto.
Depois disso, o projeto volta para a Câmara. Então, os vereadores analisam novamente. Se a maioria entender que o projeto é bom para a população, eles podem derrubar o veto. Foi isso que aconteceu em Maringá.
Quais projetos tiveram os vetos derrubados?
O primeiro caso ocorreu na sessão do dia 02 de setembro de 2025. A Câmara derrubou o veto ao projeto do vereador Diogo Altamir, que virou a Lei nº 12.007. A proposta trata da divulgação dos atendimentos realizados nas UBSs de Maringá. Na prática, a população poderá acompanhar melhor os serviços prestados nas unidades de saúde.
O segundo caso aconteceu na sessão do dia 09 de junho de 2026. Os vereadores derrubaram o veto ao projeto do vereador Flávio Mantovani, que virou a Lei nº 12.148. A proposta trata da sinalização antecipada em vias públicas interditadas por obras ou serviços. Ou seja, antes de uma rua ou avenida ser fechada, o motorista deverá ser avisado com antecedência.
O terceiro caso ocorreu na sessão do dia 16 de junho de 2026. A Câmara derrubou o veto ao projeto do vereador Cristian Maia Maninho, que virou a Lei nº 12.159. A proposta cria um programa de atendimento de saúde bucal para pessoas com transtornos reconhecidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
O que isso quer dizer?
Isso quer dizer que a Câmara tem voz própria.
A Prefeitura pode discordar de um projeto. Porém, os vereadores também podem discordar da Prefeitura.
Esse é o papel do Legislativo: criar leis, fiscalizar o Executivo e defender o interesse da população.
Quando a Câmara derruba um veto, ela está dizendo que mantém sua decisão inicial. Também mostra que não aceita apenas a vontade do prefeito.
O que acontece agora?
Depois que o veto cai, o projeto segue para promulgação. Em palavras simples, a lei precisa ser oficializada e publicada.
Depois da publicação, a Prefeitura deve cumprir a nova regra.
Se o Executivo entender que existe algum problema jurídico, ainda pode buscar a Justiça. Mas, politicamente, a decisão da Câmara já está tomada.
Câmara não é puxadinho da Prefeitura
Esses casos mostram que a Câmara de Maringá atua com autonomia.
Os vereadores foram eleitos pela população. Por isso, têm o dever de analisar os projetos, votar e também enfrentar o Executivo quando acharem necessário.
A democracia funciona assim.
O prefeito administra a cidade. A Câmara cria leis e fiscaliza. Quando os dois poderes pensam diferente, cada um deve cumprir o seu papel.
Em Maringá, a derrubada desses vetos mostra uma Câmara independente, ativa e disposta a fazer valer a vontade do plenário.
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