Condenado em primeira instância, Santin Roveda ganha mandato em Brasília após licença de Padovani

Condenado em primeira instância, Santin Roveda ganha mandato em Brasília após licença de Padovani


Segundo o portal Notícias de Cascavel, o deputado federal Nelsinho Padovani pediu licença temporária do mandato e abriu espaço para Santin Roveda, do União Brasil, assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. A movimentação, articulada com o governo estadual, atende, segundo a justificativa oficial, a um pedido do governador Ratinho Junior.

A decisão, porém, gera questionamentos políticos. Roveda, ex-prefeito de União da Vitória e ex-presidente do Detran-PR, chega a Brasília após receber sentença por improbidade administrativa.

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Justificativa oficial

Nas redes sociais, Padovani afirmou que a licença fortalece a federação entre Progressistas e União Brasil no Paraná. Além disso, disse que Santin Roveda pode contribuir para os debates em Brasília pela experiência como prefeito e presidente do Detran-PR.

No entanto, o histórico recente de Roveda na Justiça provoca desgaste.

Condenação por improbidade

Segundo os dados divulgados, o juiz Morian Nowitschenko Linke, da 1ª Vara Cível de União da Vitória, proferiu a sentença. O caso nasceu de uma ação civil pública do Ministério Público do Paraná e envolve irregularidades na contratação de serviços de coleta de lixo reciclável em 2017.

A Justiça concluiu que a gestão de Roveda rompeu um contrato vigente com a cooperativa local Coopertrage para viabilizar uma contratação emergencial com a empresa Ecovale, por dispensa de licitação.

Ainda conforme a decisão, a prefeitura criou artificialmente a situação de emergência. O Judiciário também apontou que caminhões da Ecovale já atuavam na cidade antes da assinatura do contrato.

Punições aplicadas

A sentença impôs a Santin Roveda multa civil equivalente ao dobro do salário de prefeito à época. Além disso, proibiu o ex-prefeito de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por quatro anos. A decisão também declarou nulos os contratos emergenciais firmados naquela ocasião.

A sentença saiu em primeira instância e ainda cabe recurso.

Recado ao eleitor

A licença de Padovani expõe uma discussão sobre representação política. Afinal, o eleitor votou em um deputado, mas agora verá outro nome ocupar a cadeira por força de uma articulação partidária.

A movimentação fortalece a aliança entre Progressistas e União Brasil. Porém, também coloca o governo Ratinho Junior no centro do debate, já que Roveda integra a base política estadual e comandava o Detran-PR.

No fim, a pergunta continua direta: os acordos políticos para 2026 estão pesando mais do que a ficha pública de quem assume uma cadeira em Brasília?

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Redação O Diário de Maringá

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