Ricardo Barros defende Trem Pé Vermelho na nova concessão da Malha Sul
Deputado também apresentou à ANTT projetos para rebaixar a linha férrea entre Maringá e Sarandi, integrar ferrovia e aeroporto e ampliar a concorrência no transporte de cargas
O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR) defendeu, nesta segunda-feira, 27, em Curitiba, a inclusão do Trem Pé Vermelho e de outros projetos para Maringá, Sarandi e o Paraná na nova concessão da Malha Ferroviária da Região Sul.
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As propostas foram apresentadas durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no centro de eventos do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP).
A audiência recebe contribuições para a elaboração do edital e do contrato que definirão a operação do transporte ferroviário de cargas e a exploração da infraestrutura dos corredores Mercosul, Rio Grande e Paraná-Santa Catarina.
Ricardo Barros afirmou que a nova concessão precisa prever projetos que permitam conciliar o transporte de cargas com a retomada do transporte regional de passageiros.
Trem Pé Vermelho pode ligar Maringá e Londrina
O Trem Pé Vermelho está entre as prioridades apresentadas pelo parlamentar. O projeto prevê uma ligação ferroviária entre as regiões de Maringá e Londrina.
O percurso entre Paiçandu e Ibiporã atravessa 13 municípios e possui aproximadamente 150 quilômetros de extensão.
Segundo as informações apresentadas pelo deputado, estudos de viabilidade realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por outras instituições apontaram o eixo Maringá-Londrina como o trecho de maior potencial para a implantação de trens regionais de passageiros.
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“O Trem Pé Vermelho não estava contemplado no escopo anterior da concessão. Precisamos garantir essa previsão porque existe viabilidade e uma demanda regional muito importante”, afirmou Ricardo Barros.
“É um projeto estruturante para a mobilidade, a integração e o desenvolvimento do Norte e do Noroeste do Paraná”, completou.
O deputado declarou que a inclusão do projeto no edital também permitiria definir previamente as condições para o compartilhamento dos trilhos entre os serviços de passageiros e as operações de cargas.
Segundo Barros, essa definição pode evitar conflitos futuros e oferecer maior segurança para a implantação do serviço regional.
Rebaixamento da ferrovia entre Maringá e Sarandi
Ricardo Barros também apresentou à ANTT o projeto de rebaixamento da linha férrea entre Maringá e Sarandi.
Em Maringá, o primeiro trecho, com 7,5 quilômetros, já foi executado. Para a continuidade da obra em Sarandi, existe projeto elaborado e recursos previstos no Orçamento da União por meio de emendas da bancada federal do Paraná.
A proposta busca eliminar interferências da ferrovia na área urbana e ampliar a integração entre os dois municípios.
A obra também permitiria a implantação de infraestrutura para transporte de massa e a abertura da Avenida Horácio Raccanello Filho em direção a Sarandi, paralelamente ao trecho ferroviário.
Projeto prevê ligação da ferrovia com o aeroporto
Outra proposta apresentada pelo deputado prevê o prolongamento da linha férrea por aproximadamente 1,2 quilômetro.
O novo trecho ligaria o terminal de transbordo de cargas ao Aeroporto Regional de Maringá. O objetivo é viabilizar uma estação integrada aos transportes ferroviário, rodoviário e aéreo.
“A região tem a oportunidade de construir uma estrutura rodoaeroferroviária, como existe nos grandes centros do mundo. O Contorno Sul Metropolitano já prevê essa conexão e precisamos fazer com que os projetos avancem de maneira integrada”, declarou Ricardo Barros.
O parlamentar também apontou como perspectiva futura a extensão da ferrovia até Campo Mourão. A ligação ampliaria a conexão das regiões produtoras com a malha estadual e com os principais corredores logísticos.
Deputado propõe ferrovia aberta a diferentes operadores
Durante a audiência, Ricardo Barros também defendeu uma mudança no modelo de exploração da malha ferroviária.
A proposta é separar a administração da infraestrutura da operação dos trens. Nesse formato, uma empresa administraria a malha de maneira neutra, enquanto diferentes operadores poderiam utilizar os trilhos.
Cooperativas, indústrias e outros grandes usuários poderiam operar composições próprias ou contratar empresas transportadoras. Para isso, pagariam pelo uso da infraestrutura ferroviária.
Ricardo Barros afirmou que o modelo poderia ampliar a concorrência, reduzir custos e evitar a formação de um novo monopólio.
“Não podemos substituir uma concessão por outro monopólio. Precisamos de uma ferrovia aberta, administrada com neutralidade e acessível a diferentes operadores”, afirmou.
“Isso aumenta a concorrência, reduz o custo do transporte e dá ao setor produtivo uma alternativa eficiente para escoar a produção”, acrescentou.
Nova concessão deve considerar produção do Paraná
O deputado defendeu que a reorganização da Malha Sul considere as características econômicas e logísticas do Paraná e de Santa Catarina.
Segundo Barros, a modelagem deve preservar corredores estratégicos para as regiões com maior produção e permitir a expansão da infraestrutura em direção a novos terminais e portos, como o município de Pontal do Paraná.
“Esta é a oportunidade de corrigir o modelo, retomar o transporte de passageiros e preparar a ferrovia para o crescimento do Paraná nas próximas décadas”, declarou.
“Precisamos planejar agora as obras que transformarão a logística e a mobilidade do nosso Estado”, concluiu Ricardo Barros.




