Estudo de 2026 revela aumento nas perdas de água potável



O novo relatório sobre saneamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil, com projeções e análises para o ano de 2026, aponta que o país ainda enfrenta desafios severos na gestão de seus recursos hídricos. O levantamento indica que uma parcela significativa de toda a água potável produzida no território nacional continua sendo desperdiçada antes mesmo de chegar às torneiras dos consumidores, reflexo de uma infraestrutura que demanda atualizações.

Os dados consolidados pelo estudo mostram que o índice médio de perda de água no sistema de distribuição brasileiro se mantém em patamares que impactam negativamente tanto a economia quanto o meio ambiente. Esse desperdício ocorre, na maioria das vezes, devido a fissuras em tubulações antigas, falhas no controle de pressão das redes públicas e problemas de medição hidrométrica nos municípios.

O impacto desse cenário também atinge diretamente os consumidores domésticos e comerciais, que muitas vezes lidam com infraestruturas internas desgastadas. "A falta de manutenção preventiva nas redes internas das residências é um dos principais fatores que agravam o desperdício, por isso a intervenção técnica rápida se torna essencial para evitar perdas maiores", afirma Flávia Pacheco, sócia-proprietária da Pacheco, empresa de caça vazamento.

Para o consumidor final, o primeiro indício de que há algo errado na tubulação costuma ser financeiro. Quando uma residência passa a receber uma conta de água muito alta, sem que tenha havido qualquer mudança no padrão de consumo dos moradores ou reajuste tarifário, a probabilidade de existir uma ruptura oculta na rede de encanamento é bastante significativa.



Nesses casos, a tecnologia de empresas de caça vazamento tem atuado como uma ferramenta importante para a resolução do problema, sem a necessidade de quebrar paredes e pisos de forma aleatória. O procedimento profissional de caça vazamento de água utiliza equipamentos específicos, como geofones e câmeras de inspeção termográfica, que permitem identificar o ponto exato do rompimento da tubulação por meio da detecção de ruídos subterrâneos ou alterações de umidade.

O relatório do Instituto Trata Brasil de 2026 destaca ainda as disparidades regionais em relação às perdas hídricas em larga escala. Enquanto algumas capitais das regiões Sul e Sudeste apresentam índices de perda próximos a 25%, que são considerados mais próximos de padrões internacionais aceitáveis, algumas regiões no Norte e Nordeste registram índices que chegam a ultrapassar a marca de 50% de água tratada perdida diariamente.

As causas apontadas pelo estudo para esse volume de desperdício na rede pública envolvem múltiplos fatores estruturais e de gestão. Entre os principais motivos listados pelos pesquisadores estão o envelhecimento histórico das redes de distribuição municipais, a ausência de investimentos contínuos na substituição de tubulações desgastadas e a incidência crônica de ligações clandestinas.

Diante das estatísticas apresentadas pelo levantamento, pesquisadores do setor de saneamento reforçam a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para a modernização da infraestrutura hídrica nacional. Paralelamente, a manutenção adequada das redes privadas permanece como uma medida fundamental para mitigar o desperdício em âmbito domiciliar, contribuindo para a preservação do recurso e para a estabilidade do sistema de abastecimento.

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