Cansaço constante? Nem sempre é estresse: sete exames podem ajudar a descobrir a causa



Alterações como anemia, deficiência de vitaminas, distúrbios da tireoide e diabetes podem estar por trás da fadiga persistente e ser identificadas por exames laboratoriais

Sentir cansaço após um dia intenso de trabalho é normal. O problema é quando a fadiga persiste por semanas, não melhora mesmo após o descanso e começa a interferir na rotina. Embora muita gente associe esse sintoma apenas ao estresse ou à sobrecarga do dia a dia, ele também pode ser um dos primeiros sinais de alterações no organismo, como deficiências nutricionais, doenças hormonais e distúrbios metabólicos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 31,7% dos adultos das capitais brasileiras apresentam pelo menos um sintoma de insônia e 20,2% dormem menos de seis horas por noite, fatores que contribuem para o cansaço diário. No entanto, quando a indisposição é persistente ou desproporcional à rotina, a recomendação é procurar avaliação médica para investigar outras possíveis causas.

Segundo o responsável técnico e especialista em bacteriologia do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, os exames laboratoriais costumam ser um dos primeiros recursos utilizados nessa investigação.



“É muito comum que as pessoas atribuam o cansaço apenas ao excesso de trabalho ou ao estresse. No entanto, alterações nutricionais, hormonais, metabólicas e até algumas doenças silenciosas podem se manifestar inicialmente por meio dessa sensação constante de falta de energia”, explica.

Entre os exames mais frequentemente solicitados estão:

Hemograma completo
Ajuda a identificar diferentes tipos de anemia, infecções e outras alterações hematológicas que podem reduzir a oxigenação dos tecidos e provocar fadiga.

Ferro sérico
Avalia a quantidade de ferro circulante no organismo. A deficiência do mineral pode comprometer a produção de hemoglobina e favorecer o desenvolvimento de anemia.

Ferritina
Indica as reservas de ferro do organismo e pode revelar deficiência antes mesmo de alterações aparecerem no hemograma.

Vitamina B12
Sua deficiência pode causar cansaço, fraqueza, dificuldade de concentração, alterações neurológicas e anemia, sendo mais frequente em idosos, vegetarianos, veganos e pessoas com algumas doenças gastrointestinais.

Vitamina D
Além da saúde óssea, participa de diversas funções do organismo. Níveis baixos podem estar associados à fadiga, dores musculares e indisposição.

TSH
Avalia o funcionamento da tireoide. Alterações como o hipotireoidismo costumam provocar sonolência, lentidão e cansaço persistente.

Glicemia
Alterações nos níveis de glicose, tanto no diabetes quanto em episódios de hipoglicemia, também podem causar fraqueza e redução da energia.

Kozlowski explica que não existe um exame específico para diagnosticar a causa do cansaço. A escolha dos testes depende da avaliação clínica, do histórico do paciente e dos sintomas apresentados. “Os exames laboratoriais fornecem informações objetivas que ajudam o médico a confirmar ou descartar diferentes hipóteses diagnósticas. Muitas alterações podem ser identificadas precocemente, permitindo iniciar o tratamento antes que passem a comprometer ainda mais a qualidade de vida”, afirma.

O especialista também alerta para a automedicação. “Nem todo cansaço é causado por deficiência de vitaminas ou ferro. Existem diversas condições que podem provocar esse sintoma e cada uma exige uma abordagem diferente. Antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental identificar a verdadeira causa por meio de avaliação médica e dos exames adequados”, conclui.

Cansaço constante? Nem sempre é estresse: sete exames podem ajudar a descobrir a causa

Alterações como anemia, deficiência de vitaminas, distúrbios da tireoide e diabetes podem estar por trás da fadiga persistente e ser identificadas por exames laboratoriais

Sentir cansaço após um dia intenso de trabalho é normal. O problema é quando a fadiga persiste por semanas, não melhora mesmo após o descanso e começa a interferir na rotina. Embora muita gente associe esse sintoma apenas ao estresse ou à sobrecarga do dia a dia, ele também pode ser um dos primeiros sinais de alterações no organismo, como deficiências nutricionais, doenças hormonais e distúrbios metabólicos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 31,7% dos adultos das capitais brasileiras apresentam pelo menos um sintoma de insônia e 20,2% dormem menos de seis horas por noite, fatores que contribuem para o cansaço diário. No entanto, quando a indisposição é persistente ou desproporcional à rotina, a recomendação é procurar avaliação médica para investigar outras possíveis causas.

Segundo o responsável técnico e especialista em bacteriologia do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, os exames laboratoriais costumam ser um dos primeiros recursos utilizados nessa investigação.

“É muito comum que as pessoas atribuam o cansaço apenas ao excesso de trabalho ou ao estresse. No entanto, alterações nutricionais, hormonais, metabólicas e até algumas doenças silenciosas podem se manifestar inicialmente por meio dessa sensação constante de falta de energia”, explica.

Entre os exames mais frequentemente solicitados estão:

Hemograma completo
Ajuda a identificar diferentes tipos de anemia, infecções e outras alterações hematológicas que podem reduzir a oxigenação dos tecidos e provocar fadiga.

Ferro sérico
Avalia a quantidade de ferro circulante no organismo. A deficiência do mineral pode comprometer a produção de hemoglobina e favorecer o desenvolvimento de anemia.

Ferritina
Indica as reservas de ferro do organismo e pode revelar deficiência antes mesmo de alterações aparecerem no hemograma.

Vitamina B12
Sua deficiência pode causar cansaço, fraqueza, dificuldade de concentração, alterações neurológicas e anemia, sendo mais frequente em idosos, vegetarianos, veganos e pessoas com algumas doenças gastrointestinais.

Vitamina D
Além da saúde óssea, participa de diversas funções do organismo. Níveis baixos podem estar associados à fadiga, dores musculares e indisposição.

TSH
Avalia o funcionamento da tireoide. Alterações como o hipotireoidismo costumam provocar sonolência, lentidão e cansaço persistente.

Glicemia
Alterações nos níveis de glicose, tanto no diabetes quanto em episódios de hipoglicemia, também podem causar fraqueza e redução da energia.

Kozlowski explica que não existe um exame específico para diagnosticar a causa do cansaço. A escolha dos testes depende da avaliação clínica, do histórico do paciente e dos sintomas apresentados. “Os exames laboratoriais fornecem informações objetivas que ajudam o médico a confirmar ou descartar diferentes hipóteses diagnósticas. Muitas alterações podem ser identificadas precocemente, permitindo iniciar o tratamento antes que passem a comprometer ainda mais a qualidade de vida”, afirma.

O especialista também alerta para a automedicação. “Nem todo cansaço é causado por deficiência de vitaminas ou ferro. Existem diversas condições que podem provocar esse sintoma e cada uma exige uma abordagem diferente. Antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental identificar a verdadeira causa por meio de avaliação médica e dos exames adequados”, conclui.

TV Diário
Mirella Pasqual

Mirella Pasqual

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