Onde estão as provas das acusações feitas por Giselli contra os CMEIs?
Vereadora convoca pais para comparecerem à Câmara de Maringá com cartazes, enquanto acusações contra profissionais dos CMEIs ainda exigem apuração
Por Gilmar Ferreira
A vereadora Giselli Bianchini afirma que existem dezenas de casos envolvendo profissionais dos Centros Municipais de Educação Infantil de Maringá. No entanto, até agora, ela não apresentou publicamente provas que sustentem essa declaração.
Giselli também convocou pais e mães para comparecerem à Câmara de Maringá. A reunião está marcada para as 9h. Na publicação, ela pede que os participantes levem cartazes e chamem outros pais.
A mobilização levanta uma pergunta: a vereadora pretende esclarecer os fatos ou transformar uma denúncia ainda em apuração em ato político?
Se existem provas, Giselli precisa apresentá-las
Se Giselli possui documentos, registros ou depoimentos, deve encaminhá-los às autoridades. A Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Tutelar, o Ministério Público e a polícia podem investigar cada situação.
Acusações graves exigem responsabilidade. A vereadora precisa informar quantos casos recebeu, quando ocorreram e quais unidades aparecem nas denúncias. Também deve explicar quais providências tomou.
Até o momento, Giselli fala em dezenas de casos, mas não apresentou publicamente os elementos que comprovariam a afirmação.
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Um caso não permite acusar toda uma categoria
Uma notícia que ainda precisa de apuração não pode sustentar acusações generalizadas. Cada caso deve passar por investigação individual. As autoridades também precisam garantir o direito de defesa dos profissionais citados.
Pais e mães têm o direito de cobrar respostas. Servidores da educação, porém, não podem carregar suspeitas coletivas sem provas.
A divulgação de acusações sem documentos pode atingir profissionais que não possuem qualquer relação com os fatos investigados. Por isso, Giselli precisa separar denúncias comprovadas de relatos ainda não verificados.
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Convocação ou mobilização política?
A participação popular na Câmara é legítima. Entretanto, o uso de cartazes e a convocação pelas redes sociais exigem transparência sobre os objetivos do ato.
Giselli pretende entregar provas e pedir uma investigação formal? Ou pretende usar pais e mães para criar pressão política durante a reunião?
Antes de convocar uma mobilização, a vereadora deve responder às perguntas centrais. Onde estão as provas? Quantas denúncias chegaram ao seu gabinete? Quais órgãos receberam esse material?
Se existem dezenas de casos, Giselli precisa apresentá-los às autoridades. Caso contrário, deve evitar acusações que coloquem toda a categoria sob suspeita.



