Sandro Alex não consegue calar Jacovós

Sandro Alex não consegue calar Jacovós


Coligação que apoia Sandro Alex pediu ao TRE-PR a retirada de vídeos publicados pelo deputado delegado Jacovós. Justiça Eleitoral negou a exclusão das postagens .

A tentativa de retirar das redes sociais publicações do delegado e deputado estadual Jacovós não teve o resultado pretendido pela coligação que apoia Sandro Alex.

A coligação A Mudança Continua ingressou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná contra Jacovós e pediu uma liminar para remover vídeos publicados pelo parlamentar no Facebook e no Instagram.

O processo nº 0601592-69.2026.6.16.0000 teve decisão assinada em 14 de agosto de 2026 pela juíza auxiliar Sandra Bauermann.



Segundo a representação, Jacovós teria divulgado propaganda eleitoral negativa e conteúdo considerado desinformativo contra Sandro Alex. A coligação alegou que as publicações buscavam relacionar a candidatura de Sandro a outro grupo político nacional e pediu a retirada do material, além de multa.

Justiça não manda apagar os vídeos de Jacovós

Na análise do pedido liminar, a Justiça Eleitoral não encontrou elementos suficientes para determinar a retirada integral das publicações.

A decisão afirma que a atuação da Justiça Eleitoral sobre conteúdos divulgados na internet deve observar a menor interferência possível no debate democrático, com proteção à liberdade de expressão e à livre circulação de ideias.

A magistrada também registrou que o controle judicial do discurso político deve ocorrer de forma excepcional e não pode servir para censurar opiniões, inclusive críticas duras dirigidas a adversários.

Na prática, a tentativa de retirar o conteúdo publicado por Jacovós não prosperou nessa análise inicial.

Os vídeos permanecem nas redes sociais. Veja o vídeo em questão abaixo:

Acusação de desinformação não levou à exclusão

A coligação sustentou que o conteúdo divulgado por Jacovós seria desinformativo.

A decisão, porém, afirma que, naquele estágio preliminar, não era possível concluir de maneira categórica que se tratava de fato sabidamente inverídico.

A magistrada observou que alianças políticas regionais nem sempre reproduzem acordos nacionais. Sem demonstração clara de conteúdo enganoso com grave potencial de dano eleitoral, entendeu que as publicações deveriam permanecer disponíveis de forma orgânica.

Outro trecho da decisão reforça a proteção à liberdade de expressão no debate eleitoral, principalmente quando as manifestações são dirigidas a figuras públicas.

TRE-PR determina apenas o fim do impulsionamento pago

A decisão fez uma distinção entre manter o conteúdo publicado e pagar para ampliar artificialmente seu alcance.

O TRE-PR verificou que as publicações haviam sido impulsionadas mediante pagamento na plataforma Meta.

A legislação eleitoral permite impulsionamento para promover ou beneficiar candidatura, partido ou federação, mas veda a utilização dessa ferramenta para propaganda negativa contra adversários.

Por esse motivo, a Justiça determinou a suspensão do impulsionamento pago das publicações indicadas no processo.

A decisão não determinou que Jacovós apagasse os vídeos.

Sandro Alex não consegue calar Jacovós

O dispositivo final da decisão deixa essa diferença expressa.

A juíza determinou que a Meta Platforms suspenda o impulsionamento pago em até 24 horas, mas rejeitou o pedido de retirada das publicações.

A decisão registra:

“INDEFIRO o pedido de remoção orgânica (exclusão) das postagens.”

Assim, as manifestações de Jacovós podem permanecer em suas redes sociais de forma orgânica.

A tentativa judicial da coligação de Sandro Alex de retirar os vídeos do Facebook e do Instagram não foi acolhida.

O conteúdo continua no ar.

Processo ainda terá julgamento

A decisão é liminar e não encerra a representação eleitoral.

Jacovós poderá apresentar defesa no prazo de dois dias. Depois disso, o Ministério Público Eleitoral será intimado para emitir parecer no prazo de um dia, antes de o processo retornar para nova análise.

Sandro Alex não conseguiu tirar Jacovós das redes.

Nem impedir que suas críticas continuem circulando organicamente.

TV Diário
Redação O Diário de Maringá

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