Designi destaca a diversidade do design brasileiro



Uma peça visual direcionada ao público brasileiro nem sempre pode ser construída apenas com a tradução de um material estrangeiro. Datas comemorativas, expressões, profissões, hábitos de consumo e formas de apresentar produtos variam conforme o contexto em que a comunicação será utilizada.

Por reunir influências indígenas, africanas, europeias e diferentes identidades regionais, o design brasileiro pode ser considerado um dos mais diversos culturalmente do mundo. Essa variedade aparece no uso de cores, formas, símbolos, ilustrações, fotografias e referências ligadas ao cotidiano de cada região do país.

Essas diferenças são percebidas em trabalhos realizados diariamente. Uma campanha para o comércio local, um cardápio, uma divulgação religiosa, um anúncio de serviço ou uma publicação sobre uma data regional pode exigir imagens, textos e elementos reconhecidos pelo público ao qual a mensagem se destina.

Para quem trabalha com produção frequente, encontrar esse tipo de material faz parte do processo criativo. Antes de iniciar a edição, é necessário pesquisar referências, selecionar imagens, verificar formatos e identificar quais elementos podem ser adaptados à identidade do projeto.



O Designi atua nessa etapa por meio de um acervo de recursos gráficos direcionado a designers, agências, profissionais de marketing e criadores de conteúdo. A plataforma reúne modelos editáveis, fotografias, arquivos em PNG, vetores, mockups, vídeos, apresentações, elementos tridimensionais e materiais de motion design.

Parte do catálogo é destinada a temas encontrados na comunicação brasileira. Os conteúdos abrangem datas comemorativas, profissões, segmentos comerciais, eventos, campanhas, serviços e situações relacionadas ao cotidiano de empresas e instituições do país.

A presença desses temas permite iniciar um projeto a partir de uma estrutura mais próxima de sua aplicação final. Em vez de reconstruir toda a composição, o profissional pode substituir textos, fotografias, cores, logotipos e informações, mantendo o controle sobre o resultado.

Os diferentes formatos atendem a finalidades específicas. Arquivos em PSD preservam camadas de edição; elementos em PNG podem ser combinados em novas peças; vetores permitem alterações de tamanho; vídeos são utilizados em publicações em movimento; e mockups ajudam a visualizar uma marca ou arte aplicada em produtos e ambientes.

O acervo pode ser consultado por tema, formato, categoria e orientação. Dessa maneira, um profissional que precisa produzir uma publicação vertical, um material quadrado ou uma peça horizontal consegue restringir a pesquisa ao tipo de arquivo adequado ao trabalho.

Os materiais são desenvolvidos por profissionais ligados à plataforma e por colaboradores que produzem recursos para o catálogo. A participação de criadores de diferentes localidades contribui para ampliar a variedade de estilos, temas e aplicações disponíveis.

Ferramentas de automação e alguns recursos de inteligência artificial também passaram a integrar determinadas tarefas da plataforma. Essas funções aparecem como complemento ao acervo, principalmente em atividades que envolvem geração, adaptação ou tratamento de elementos visuais.

O uso de arquivos editáveis não elimina a atuação do designer. A escolha dos elementos, a hierarquia das informações, a combinação de cores e a adequação à identidade de cada cliente continuam dependendo das decisões tomadas durante a edição.

Nesse modelo, o acervo funciona como uma base para a produção, enquanto o profissional define como cada recurso será transformado. A organização de conteúdos relacionados ao mercado brasileiro procura aproximar os materiais disponíveis das situações encontradas no trabalho diário de comunicação.

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