A “República da Fazenda Ubatuba” quer apoio dos prefeitos, mas traiu até aliados?

A “República da Fazenda Ubatuba” quer apoio dos prefeitos, mas traiu até aliados?


Gestores municipais precisam contar aos eleitores quais promessas o governo não cumpriu, quais obras continuam no papel e quais pressões enfrentam nos bastidores

Por Gilmar Ferreira, jornalista

Ainda há tempo para os prefeitos do Paraná corrigirem a rota e falarem a verdade aos eleitores. Muitos municípios enfrentam problemas de infraestrutura, obras atrasadas e dificuldades para atender às demandas da população. Enquanto isso, o governo de Ratinho Junior divulga grandes investimentos e tenta transformar anúncios em resultados políticos.

Ataque pago contra Moro rende multa de R$ 30 mil a Sandro Alex e PSD



No entanto, anúncio não significa obra concluída. Quando o governo promete recursos, mas não entrega aquilo que anunciou, o prefeito enfrenta a cobrança dentro do município. Portanto, os gestores precisam mostrar quais compromissos o Palácio Iguaçu cumpriu e quais ficaram apenas no discurso.

Prefeitos precisam revelar as promessas não cumpridas

Durante anos, prefeitos participaram de reuniões, assinaram convênios e apareceram em fotografias ao lado de Ratinho Junior. Muitos voltaram para suas cidades com promessas de estradas, hospitais, escolas, pavimentação e outras obras.

Contudo, parte desses projetos não avançou como a propaganda sugeria. Existem obras paralisadas, cronogramas atrasados e investimentos que ainda não produziram os resultados prometidos. Por isso, cada prefeito precisa apresentar à população um balanço claro do que o governo anunciou e do que realmente entregou.

O cidadão não pode confundir cerimônia com execução. Tampouco pode tratar uma assinatura como obra pronta. O dinheiro público exige transparência, fiscalização e resultado.

Após tentativas frustradas, publicamos a agenda que pode ajudar oficial a localizar Sandro Alex

Relatos de pressão política exigem coragem

Também existem relatos de pressões sobre prefeitos, servidores e lideranças para apoiar o candidato escolhido pelo governador. Se essas pressões ocorrem, os envolvidos precisam procurar os órgãos competentes e apresentar provas.

Além disso, os prefeitos devem contar à população se o governo condiciona relações administrativas a compromissos eleitorais. Nenhum gestor pode aceitar que interesses partidários prejudiquem o atendimento aos moradores.

A candidatura governista ainda não decolou como seus articuladores esperavam. Mesmo assim, o grupo tenta reunir prefeitos, cargos comissionados e lideranças para transmitir uma força política que as pesquisas precisam confirmar nas urnas.

Falar o quê?

Diante desse cenário, os prefeitos devem avaliar o custo de associar suas administrações a um projeto que pode não convencer o eleitor. Afinal, uma fotografia ao lado do governador não pavimenta ruas, não constrói hospitais e não resolve os problemas dos municípios.

Governo também coleciona queixas de antigos aliados

As críticas não partem apenas da oposição. Antigos aliados também manifestam insatisfação com a condução política do governo. Alguns relatam abandono, perda de espaço e compromissos descumpridos depois de ajudarem o grupo a chegar ao poder.

Esses episódios alimentam a percepção de que o governo exige lealdade, mas nem sempre mantém a mesma postura com quem esteve ao seu lado. Por isso, prefeitos e lideranças precisam observar o tratamento dado aos aliados que já perderam utilidade eleitoral.

Quem hoje aparece nas fotografias pode enfrentar o mesmo abandono amanhã. A política do Palácio Iguaçu não deve se sobrepor aos interesses dos municípios.

Propaganda não responde aos questionamentos

O governo Ratinho Junior investiu na divulgação de grandes obras e projetos. Porém, a população precisa comparar cada anúncio com a realidade. Os paranaenses devem perguntar quanto o governo prometeu, quanto efetivamente investiu, qual serviço entregou e quando a obra entrou em funcionamento.

Além dos atrasos, contratos e obras que enfrentam questionamentos sobre custos ou possível superfaturamento precisam passar pelo controle dos órgãos competentes. Suspeita não representa culpa comprovada. Ainda assim, qualquer indício exige apuração rigorosa, acesso aos documentos e direito ao contraditório.

O governo também precisa responder de maneira objetiva. Publicidade institucional não substitui prestação de contas. Da mesma forma, vídeos, eventos e discursos não eliminam dúvidas sobre prazos, valores e execução.

A “República da Fazenda Ubatuba” pode terminar nas urnas

Os encontros e as fotografias na chamada Fazenda Ubatuba podem registrar alianças circunstanciais. Porém, essas imagens não apagarão as promessas quebradas, as obras que não avançaram e as traições políticas atribuídas ao grupo governista.

Em outubro, o eleitor poderá manter ou encerrar esse ciclo. A chamada “República da Fazenda Ubatuba” poderá receber sua demissão nas urnas. Antes disso, cada prefeito precisará decidir se continuará servindo como escudo político do governo ou se prestará contas à própria população.

Ainda há tempo para escolher a verdade. Os prefeitos podem explicar quais recursos chegaram, quais compromissos o governo descumpriu e quais pressões enfrentaram. No fim, a lealdade de qualquer gestor deve permanecer com os moradores que o elegeram, não com o grupo que ocupa o Palácio Iguaçu.

Ainda dá tempo: amigos de pescaria de Ratinho e parentes empregados no Governo do Paraná já podem começar a atualizar o currículo. Ou será que o apresentador vai contratá-los no Grupo Massa, mantendo salários de até R$ 30 mil?

TV Diário
Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

Notícias de Maringá e região em primeira mão com responsabilidade e ética

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *