Angelo Rigon para prefeito: ele mostra onde investir R$ 56 milhões para beneficiar a população de verdade
Angelo Rigon sugere estacionamento vertical no Cine Teatro Plaza. Lembramos que Silvio Barros prometeu aproveitar o espaço da antiga rodoviária com estacionamento e comércio
Por Gilmar Ferreira
O jornalista Angelo Rigon apresentou uma alternativa importante nesta quinta-feira, 10 de setembro, durante sua participação na bancada da Jovem Pan Maringá. Ele questionou a destinação de R$ 56 milhões para um estacionamento no Parque de Exposições e defendeu que o poder público priorize a falta de vagas no centro da cidade.
Rigon sugeriu a construção de um estacionamento vertical no terreno do Cine Teatro Plaza. Segundo ele, o imóvel pertence à Prefeitura de Maringá, permanece abandonado desde 1992 e nunca recebeu uma utilização adequada.
“Se eu fosse prefeito, pegaria esse negócio do estacionamento vertical, R$ 56 milhões lá no Parque de Exposições, entraria em contato com o pessoal da Sociedade Rural e falaria: vamos resolver esse problema aqui”, afirmou.
O jornalista propôs que a Prefeitura utilize um imóvel próprio para construir a estrutura.
“Vamos construir no Cine Teatro Plaza, que está abandonado desde 92, em pleno centro da cidade. Vamos usar esse aqui, que está parado, que pertence à Prefeitura, que ela pagou caro à época e, até hoje, não foi usado de forma correta”, declarou.
Rigon reconhece que terreno do Plaza oferece menos espaço
Angelo Rigon observou que o terreno do Cine Teatro Plaza pode comportar menos vagas do que o projeto previsto para o Parque de Exposições. Mesmo assim, cobrou uma solução da Prefeitura.
“Eu só sei que é menos vaga. E quem tinha que arranjar é quem tem imóvel sobrando. Quem tem imóvel sobrando é a Prefeitura”, disse.
A proposta merece um estudo técnico. A localização do Cine Teatro Plaza permitiria atender trabalhadores, consumidores, comerciantes, pacientes de clínicas e pessoas que circulam diariamente pelo centro.
Se o espaço for considerado pequeno, existe outra área que também deveria entrar no debate: o terreno da antiga rodoviária.
Silvio Barros prometeu estacionamento e comércio na antiga rodoviária
Durante uma de suas campanhas à Prefeitura de Maringá, Silvio Barros apresentou a proposta de aproveitar o espaço da antiga rodoviária com estacionamento e áreas comerciais.
A ideia previa uma estrutura capaz de ampliar a oferta de vagas e, ao mesmo tempo, estimular a atividade econômica no centro. A proposta, contudo, não se concretizou nos moldes apresentados durante a campanha.
Um registro jornalístico da RPC também mostra que a Prefeitura chegou a apresentar outro projeto para o terreno. A proposta divulgada naquela ocasião previa dois prédios. Um teria finalidade residencial, enquanto o outro abrigaria um centro cultural. O registro está disponível no Globoplay.
O histórico mostra que diferentes projetos passaram pela área, mas a solução definitiva não avançou como os maringaenses esperavam.
Antiga rodoviária poderia oferecer estacionamento e comércio
Caso o terreno do Cine Teatro Plaza não comporte o projeto, a gestão poderia retomar a proposta de um estacionamento no espaço da antiga rodoviária.
Na minha avaliação, essa alternativa seria mais útil à população do que uma estrutura dentro do Parque de Exposições.
Um estacionamento integrado a lojas e serviços atenderia o centro durante todo o ano. Além das vagas, o projeto poderia ampliar a circulação de consumidores, fortalecer o comércio e colaborar com a ocupação de uma área estratégica.
É preciso realizar estudos de trânsito, engenharia e viabilidade econômica. A Prefeitura também deve analisar o custo da obra, a propriedade das áreas, o número possível de vagas e o impacto sobre as vias próximas.
Ainda assim, existe uma pergunta básica: onde R$ 56 milhões em dinheiro público atenderiam mais pessoas?
Estacionamento na Expoingá beneficiará quem?
O estacionamento no Parque de Exposições exige transparência. A população precisa saber quem administrará a estrutura, quem definirá o valor cobrado pelas vagas e qual será o destino da arrecadação.
A Sociedade Rural de Maringá ficará com alguma parcela da receita? O município receberá recursos? Haverá concessão? Quais obrigações caberão à entidade? O estacionamento funcionará durante todo o ano ou terá maior utilização durante a Expoingá?
Sem acesso ao contrato ou ao modelo definitivo de operação, não se pode afirmar que a Sociedade Rural ficará com a arrecadação. Essa possibilidade precisa de confirmação documental.
Justamente por isso, o poder público deve apresentar todos os detalhes antes da aplicação dos recursos.
A discussão não representa um ataque à Sociedade Rural de Maringá. A entidade organiza eventos importantes e participa da atividade econômica do município. O questionamento envolve a prioridade do investimento público e os benefícios que retornarão à população.
Gestão precisa explicar a escolha
O comentário de Rigon mostra que dinheiro existe. Se há R$ 56 milhões para construir um estacionamento no Parque de Exposições, também existem recursos capazes de enfrentar problemas históricos da região central.
Por que o Parque de Exposições recebeu prioridade? A Prefeitura avaliou o Cine Teatro Plaza? O terreno da antiga rodoviária entrou nos estudos? Houve comparação entre a demanda diária de cada região? A população participou da decisão?
Essas perguntas precisam de respostas técnicas e documentadas.
Não basta dizer que o estacionamento terá mais de mil vagas. A gestão deve demonstrar quantas pessoas utilizarão a estrutura, quais receitas ela produzirá, quem receberá o dinheiro e qual será o retorno efetivo para Maringá.
Rigon apresentou uma alternativa concreta
Angelo Rigon encerrou seu comentário com uma cobrança direta:
“Construam o estacionamento vertical, igual querem construir ou vão construir no Parque de Exposições, para a população de Maringá, que precisa de vaga.”
Rigon não apresentou apenas uma crítica. Ele apontou uma alternativa concreta. Caso o Cine Teatro Plaza não comporte a estrutura, o terreno da antiga rodoviária representa outra possibilidade que merece avaliação.
Silvio Barros já falou em campanha sobre estacionamento e comércio naquela área. Agora, como prefeito, pode explicar se ainda considera o projeto viável e por qual motivo a proposta não entrou na atual lista de prioridades.
A gestão também deve esclarecer se decidiu investir no Parque de Exposições após comparar todas as alternativas disponíveis.
Se a Prefeitura não realizou essa comparação, precisa fazê-la. Se realizou, deve divulgar os estudos.
R$ 56 milhões pertencem à população. Portanto, a decisão sobre onde aplicar esse dinheiro não pode ocorrer sem transparência, justificativa técnica e demonstração do interesse público.
Imagem da Manchete criada por IA para ilustrar a matéria



