Falta de energia impede sessão da Câmara de Maringá; vereadores cobram respostas da Copel
Em entrevista ao jornalista Gilmar Ferreira nesta terça-feira (22), Sidnei Telles disse que avalia realizar duas sessões na quinta-feira. Parlamentares também comentaram o atendimento da concessionária e o andamento de processos na Câmara.
O jornalista Gilmar Ferreira esteve na Câmara Municipal de Maringá nesta terça-feira (22), quando a falta de energia impediu a realização da sessão prevista para o dia. Ele ouviu o presidente em exercício da Casa, Sidnei Telles, e os vereadores Mário Verri e Luiz Neto sobre a interrupção dos trabalhos e outros assuntos em andamento no Legislativo.
Telles afirmou que pretende conversar com os vereadores antes de definir como a Câmara vai repor a sessão. Segundo ele, a opção mais provável é manter a sessão de quinta-feira e convocar uma extraordinária para o mesmo dia. O presidente em exercício explicou que a exigência de pautar as matérias com 24 horas de antecedência pode dificultar uma convocação para quarta-feira.
Vereadores criticam atendimento da Copel
Sidnei Telles disse que pretende discutir com os demais parlamentares uma moção de repúdio e outras medidas para cobrar a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Ele também citou a possibilidade de criar uma comissão, mas ressaltou que ainda não tomou uma decisão.
Na avaliação do vereador, o atendimento da concessionária em Maringá é precário, sobretudo nos distritos e durante situações de maior risco. Telles mencionou possíveis prejuízos ao comércio e o risco de interrupção no abastecimento de água.
Mário Verri atribuiu à privatização da Copel a piora que percebe no atendimento. O vereador afirmou que moradores da área rural enfrentam quedas frequentes de energia e relatou prejuízos a produtores de leite e frango.
Comissão sobre professora Ana Lúcia está na fase de relatório
Na mesma entrevista, Luiz Neto falou sobre a comissão processante que analisa uma denúncia contra a vereadora Professora Ana Lúcia. Relator do caso, ele afirmou que a defesa já apresentou as alegações finais e que agora prepara o relatório para análise dos demais integrantes da comissão e, posteriormente, do plenário.
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Segundo Luiz Neto, o processo completou 79 dias nesta terça-feira e a comissão tem prazo de até 90 dias para concluí-lo, conforme o Decreto-Lei nº 201. O vereador disse que espera terminar o relatório ainda nesta semana, mas não anunciou uma data de votação.
O relator ressaltou que a existência da denúncia não significa condenação. Ele afirmou que examinará as alegações finais e apontará no parecer os pontos que, em sua avaliação, divergem dos fatos apurados. A conclusão da comissão ainda não foi apresentada.
Questionado sobre denúncias envolvendo a vereadora Giselli Bianchini, Luiz Neto disse que integra a Comissão de Ética, mas se considera impedido de atuar nesse caso por ser um dos denunciantes. Segundo ele, a Câmara aguarda uma posição do corregedor da Casa, Mário Verri.



