Relator diz que acusações contra professora Ana Lúcia são improcedentes; plenário terá a palavra final
Luiz Neto considera improcedentes as acusações contra a vereadora. A Câmara de Maringá votará o processo na terça-feira, 29 de setembro, às 11h45.
Por Gilmar Ferreira
O vereador Luiz Neto, relator do processo que poderia levar à cassação da vereadora professora Ana Lúcia Rodrigues, afirmou que não identificou crime na conduta da parlamentar. Segundo ele, o parecer está pronto e recomenda que a Câmara de Maringá rejeite a cassação. A decisão final caberá ao plenário, em sessão especial marcada para terça-feira, 29 de setembro, às 11h45.
Em entrevista ao jornalista Gilmar Ferreira, Luiz Neto disse que a comissão analisou as acusações de assédio, realização de atividades alheias ao mandato fora do expediente, registro de ponto sem prestação de serviço e cobrança de contribuição partidária. Para o relator, nenhuma delas justifica a perda do mandato.
“O relatório tem que ser técnico”, afirmou. Segundo ele, a comissão não poderia recomendar a cassação apenas por vontade política. Ao ser perguntado diretamente se havia encontrado algum crime, respondeu: “Não há nenhum crime”.
O que disse o relator sobre as acusações
Luiz Neto afirmou que depoimentos de assessores e ex-assessores indicaram bom relacionamento de Ana Lúcia com a equipe. Além disso, segundo o relator, as atividades realizadas pelo assessor fora do horário de expediente tinham relação com o mandato parlamentar.
Quanto à denúncia sobre o registro de ponto, ele disse que um áudio sobre a conversa da vereadora com o assessor é verdadeiro. No entanto, afirmou que a apuração não comprovou que o servidor tenha registrado presença sem cumprir o expediente. O relator acrescentou que o assessor foi exonerado no mesmo dia.
Sobre a contribuição partidária, Luiz Neto declarou que não encontrou provas de benefício pessoal para Ana Lúcia. Também disse que não há elementos para apontá-la como organizadora das cobranças. Segundo ele, a orientação partiu do Partido Democrático Trabalhista (PDT) nas instâncias municipal e estadual.
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Essas são as conclusões apresentadas pelo relator. O plenário ainda não votou o processo.
Votação está marcada para o dia 29
O presidente interino da Câmara, vereador Sidnei Telles, confirmou a sessão especial para as 11h45 de terça-feira. Primeiro, a comissão fará a leitura do parecer. Depois, os vereadores ouvirão a defesa de Ana Lúcia e votarão.
Sidnei afirmou que o parecer considera a cassação inadequada. Ainda assim, ressaltou que os vereadores tomarão a decisão no plenário.
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Ana Lúcia disse que está tranquila com a conclusão da comissão. Segundo a vereadora, as acusações eram improcedentes desde o início. Ela também afirmou que confia na aprovação do parecer, embora tenha relatado sofrimento ao longo dos 90 dias de processo.
Na terça-feira, os vereadores decidirão se acompanham a recomendação do relator. Até lá, o parecer de Luiz Neto não encerra o processo nem substitui a votação.



