Campanha de Giselli Bianchini vira caso de polícia Federal após denúncia de possível furto de bases de wind banners de outros candidatos

Campanha de Giselli Bianchini vira caso de polícia  Federal após denúncia de possível furto de bases de wind banners de outros candidatos


Segundo o Maringá News, pessoas ligadas à campanha da vereadora teriam retirado bases de propaganda de outros candidatos. O jornalista Angelo Rigon informou que o caso motivou um boletim de ocorrência. A autoria e as circunstâncias da suposta retirada ainda precisam de apuração.

Pessoas ligadas à campanha da vereadora de Maringá Giselli Bianchini (PL), candidata a deputada estadual, teriam retirado bases de wind banners de outros candidatos para usar na própria propaganda, segundo o Maringá News. O jornalista Angelo Rigon também publicou o relato em 26 de setembro e afirmou que o episódio motivou um boletim de ocorrência. O O Diário de Maringá não teve acesso ao documento. angelorigon.com.br

A publicação de Rigon não identifica quem teria retirado as bases. Também não apresenta prova de que Bianchini tenha ordenado ou participado da ação. Por isso, a apuração precisa esclarecer a quem pertencia o material, quem o levou e se os proprietários autorizaram seu uso. angelorigon.com.br



Segundo informações que chegaram à redação de O Diário de Maringá, integrantes da campanha da vereadora Giselli Bianchini teriam retirado bases de pelo menos cinco wind banners de outros candidatos, em dois ou três locais. Depois, teriam pintado as bases e as usado para instalar material da própria campanha.

A fonte afirma que há vídeos dos episódios e que o nome de outro candidato ainda aparece em uma das bases. Também relata que o marido da vereadora parece aparecer em uma filmagem

Quando a retirada pode configurar furto?

O artigo 155 do Código Penal define furto como a subtração de coisa alheia móvel para si ou para outra pessoa. Assim, se a investigação confirmar que alguém retirou as bases sem autorização para aproveitá-las na campanha, as autoridades poderão avaliar esse enquadramento. A lei prevê pena de um a seis anos de reclusão e multa para o furto simples. www.planalto.gov.br

Antes de qualquer conclusão, a investigação terá de identificar os responsáveis e examinar as circunstâncias da retirada. Além disso, um eventual benefício à campanha não prova que a candidata conhecia a ação. Para atribuir responsabilidade criminal a Bianchini, seriam necessárias provas de sua participação.

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O caso pode afetar o mandato de vereadora?

O Regimento Interno da Câmara Municipal de Maringá prevê a perda do mandato quando a Casa declara incompatível com o decoro a conduta de um vereador. O Código de Ética, por sua vez, estabelece as condutas sujeitas a essa penalidade e exige processo disciplinar, direito de defesa e decisão do Plenário. sapl.cmm.pr.gov.br

A denúncia, por si só, não caracteriza quebra de decoro nem provoca a cassação do mandato. Para examinar essa possibilidade, a Câmara precisaria identificar uma conduta da própria vereadora e indicar qual regra ela teria violado. O Regimento também trata das consequências de uma condenação criminal definitiva para o exercício do mandato. sapl.cmm.pr.gov.br

E a candidatura a deputada estadual?

O relato e a notícia de um boletim de ocorrência não cancelam a candidatura. No entanto, a Lei das Inelegibilidades prevê restrições em determinadas hipóteses de condenação por crime contra o patrimônio privado, após decisão definitiva ou de órgão judicial colegiado. Caberia à Justiça Eleitoral avaliar uma eventual consequência, caso esse cenário venha a ocorrer. www.tse.jus.br

Por enquanto, permanecem sem resposta as perguntas centrais: as bases pertenciam a outros candidatos, quem as retirou e houve autorização? A candidata e o Partido Liberal também podem esclarecer o que sabem sobre o episódio. Até que documentos e provas permitam uma conclusão, o relato exige apuração, sem atribuir a Giselli Bianchini a prática de furto.

Na campanha presidencial anterior, Giselli Bianchini fez manifestações em apoio a um golpe de Estado. Agora, é preciso aguardar a apuração sobre as bases de wind banners para saber o que ocorreu e se ela teve alguma participação no episódio.

Na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral em 22 de setembro de 2026, Giselli Bianchini informou R$ 120.000,00 em recursos de campanha: R$ 100.000,00 do fundo partidário do Partido Liberal (PL) e R$ 20.000,00 em doações de terceiros. Até aquela data, embora já houvesse wind banners da campanha nas ruas, a prestação de contas não registrava despesas nem doações estimáveis em dinheiro que explicassem a produção ou o uso desse material. O registro, porém, retrata a situação declarada em 22 de setembro e pode receber atualizações.

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Redação O Diário de Maringá

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