Lugar de mulher é onde ela escolher, inclusive no comando de Maringá
Transmissão entre Majô Capdeboscq e Sandra Jacovós marca um momento histórico e destaca a participação feminina no Executivo e no Legislativo.
Por Gilmar Ferreira | Opinião
Maringá registrou, na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, a primeira transmissão do comando da Prefeitura entre duas mulheres, segundo a administração municipal.
Na ocasião, a presidente da Câmara Municipal, Majô Capdeboscq, que exercia interinamente a função de prefeita, passou o cargo à vice-prefeita Sandra Jacovós.
Sandra retornou das férias e reassumiu o Executivo. Assim, permanecerá à frente da Prefeitura até a volta do prefeito Silvio Barros, que também está em férias.
Majô havia assumido durante a ausência simultânea do prefeito e da vice-prefeita. Conforme as informações sobre o ato, a substituição seguiu o procedimento previsto na Lei Orgânica do município.
Um marco para a participação feminina
A transmissão tem importância institucional e simbólica. Afinal, duas mulheres em posições de liderança protagonizaram a passagem de uma responsabilidade pública.
Além disso, o ato evidencia a participação feminina nos espaços onde Maringá define prioridades. Nesses cargos, decisões afetam os serviços públicos e a vida da população.
Por isso, o momento merece reconhecimento. A presença de mulheres no Executivo e no Legislativo reforça a importância de sua participação nas decisões da cidade.
Ao transmitir o comando, Majô destacou a relação institucional entre os poderes.
“Foi uma experiência importante e, principalmente, um momento que demonstra como as instituições podem trabalhar de forma harmônica e independente. Assumi o Executivo com responsabilidade e hoje faço essa transmissão com a mesma responsabilidade.”
Lugar de mulher é onde ela escolher
Lugar de mulher é onde ela escolher estar e onde se sentir segura para tomar as decisões necessárias. Isso inclui comandar a Prefeitura, presidir a Câmara e construir o próprio caminho.
Para tanto, essa segurança exige respeito à sua autoridade e condições para trabalhar sem intimidação ou discriminação. Também exige liberdade para exercer suas atribuições com autonomia.
Da mesma forma, mulheres devem responder por suas decisões e pelos resultados de seu trabalho. Entretanto, o gênero não pode servir de argumento para diminuir sua competência.
Valorizar a liderança feminina significa, portanto, reconhecer direitos, capacidade e responsabilidade. A cobrança pública deve considerar a atuação de cada representante e seu compromisso com a população.
Compromisso com a população de Maringá
Por sua vez, Sandra ressaltou a continuidade do trabalho ao reassumir as funções.
“Retomo as funções com muita disposição e com o compromisso de dar continuidade ao trabalho que estamos realizando. Esse momento também simboliza o respeito institucional entre os poderes e a responsabilidade que temos com a população de Maringá.”
Assim, as declarações das duas representantes vinculam a transmissão à responsabilidade institucional. Comandar a Prefeitura exige decisões e prestação de contas. Da mesma forma, presidir a Câmara exige liderança e fiscalização.
A transmissão entre Majô e Sandra registra esse marco em uma cena concreta: duas mulheres no exercício da autoridade pública. Por isso, a imagem reforça o direito de escolher seus caminhos e ocupar os espaços de decisão com segurança e autonomia.



