Postos eletrônicos de segurança aceleram socorro a mulheres em risco
Pautas sociais voltadas às mulheres ganham espaço na agenda pública, e a segurança é parte desse cuidado: pontos de emergência nas ruas ligam quem pede ajuda às equipes que podem atender
O cuidado com a mulher ocupa espaço cada vez maior entre as pautas sociais. Campanhas como o Outubro Rosa, de conscientização sobre o câncer de mama, são um exemplo de iniciativa que leva o tema da saúde feminina para a rua, para as empresas e para a agenda pública. A partir desta tomada de consciência coletiva, medidas voltadas ao cuidado e proteção de mulheres se tornam cada vez mais comuns, incluindo ações de segurança pública voltadas exclusivamente para combater o feminicídio.
O desafio é grande: só no ano passado, o Brasil registrou 1.571 feminicídios, alta de 4% em relação aos casos de 2024, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho pelo Fórum Brasileiro do setor. São mais de quatro mulheres mortas por dia.
Nesse cenário, ferramentas capazes de encurtar o tempo entre o pedido de socorro e a chegada da ajuda ganham especial atenção. Um bom exemplo deste tipo de equipamento são os chamados Postos Eletrônicos de Segurança, equipamentos instalados em locais públicos que permitem pedir socorro diretamente na rua e que informam às equipes de policiamento locais onde exatamente a ocorrência está acontecendo, permitindo uma rápida intervenção da Polícia ou Guarda Municipal. A empresa Helper Tecnologia, detentora da patente dos postos eletrônicos inteligentes e única autorizada a explorá-la comercialmente no Brasil, atua há 15 anos neste segmento e já disponibiliza equipamentos de monitoramento em 95 cidades de 19 estados brasileiros.
Há exemplos práticos que mostram a eficiência deste tipo de serviço: em janeiro deste ano, na cidade de Porto Alegre (RS), uma mulher de 48 anos pediu ajuda em um totem no Centro Histórico da capital gaúcha, em uma situação de violência envolvendo o ex-companheiro. A Guarda Civil Metropolitana foi acionada por um Posto Eletrônico, e conduziu o suspeito à delegacia especializada. Já neste início de outubro em Guaíra, cidade do interior paulista, agentes da Guarda Civil Municipal flagraram a agressão a uma mulher grávida graças a um posto eletrônico de segurança, o que gerou a prisão em flagrante do suspeito.
Suporte relevante
Embora sejam ferramentas úteis no combate a estas ocorrências, os totens não substituem a rede de proteção social formada pela Lei Maria da Penha, pelas delegacias especializadas, pela prática de medidas protetivas e pelo acolhimento. Na prática, a tecnologia oferece um suporte relevante, atuando na rua, ajudando a encurtar o tempo de resposta quando uma mulher em estado de perigo pedir socorro.
Para Edison Endo, diretor comercial da Helper Tecnologia, a proteção da mulher precisa estar dentro das agendas de campanhas como o Outubro Rosa. “As pautas sociais voltadas às mulheres têm ganhado cada vez mais importância, e a segurança precisa fazer parte dessa conversa. Quando uma mulher está em risco, o que importa é o tempo que a ajuda leva para chegar. A tecnologia não resolve sozinha o feminicídio, que exige prevenção, educação e uma rede de acolhimento, mas coloca ao alcance de quem está em risco uma forma simples de pedir ajuda e dá à equipe de segurança a informação de que ela precisa para chegar rápido”, afirma.
Pensando em chamar a atenção para a pauta, a Helper mantém três totens do modelo Helper One personalizados na cor rosa, voltados principalmente ao atendimento de mulheres, em Guaíra (SP), São Luís (MA) e Cachoeirinha (RS).



