Crise internacional passa por Maringá e ameaça a paz entre dois deputados eleitos

Crise internacional passa por Maringá e ameaça a paz entre dois deputados eleitos


Um estaria nos Estados Unidos, o outro para lá de Bagdá. Desentendimento em grupo de WhatsApp teria provocado uma crise diplomática que nem a ONU estava preparada para enfrentar.

Por Gilmar Ferreira

Como costuma dizer o jornalista Angelo Rigon, tudo passa por Maringá. E, pelo visto, agora até as grandes crises internacionais precisam fazer uma escala por aqui.

Mas calma! Não estamos falando de um desentendimento entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito para seu quarto mandato como presidente do Brasil. A situação é muito mais delicada. Pelo menos para os integrantes de um grupo de WhatsApp.



Segundo informações de bastidores, dois políticos eleitos deputados estaduais no Paraná teriam protagonizado ontem um pequeno incidente diplomático dentro de um grupo de mensagens.

Um deles estaria nos Estados Unidos. O outro, segundo nossas fontes, estaria para lá de Bagdá. Mas atenção: não estamos falando de localização geográfica. O “para lá de Bagdá” é no campo do entendimento, das ideias e, pelo visto, da capacidade de compreender o outro. Afinal, quando dois políticos não conseguem falar a mesma língua nem dentro de um grupo de WhatsApp, a distância entre eles pode ser maior do que a que separa Maringá de Washington. E olha que os dois falam português!

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Ainda não sabemos se houve troca de mensagens em letras maiúsculas, figurinhas provocativas ou aquele famoso áudio de três minutos que ninguém tem coragem de ouvir até o final.

Também não há notícias de que a ONU tenha convocado uma reunião extraordinária, de que o Itamaraty tenha oferecido seus serviços ou de que Donald Trump tenha ameaçado aplicar tarifas sobre os grupos de WhatsApp do Paraná.

Por enquanto, a crise permanece restrita aos bastidores da política. Felizmente, sem qualquer informação sobre rompimento de relações diplomáticas ou expulsão de administradores do grupo.

A paz mundial ainda tem solução

É importante lembrar que os dois políticos demonstraram força nas urnas neste ano. Conquistaram seus espaços na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e terão a responsabilidade de representar milhares de eleitores.

Aliás, os dois são ótimas pessoas e, certamente, deverão honrar seus mandatos de deputados estaduais. Divergências acontecem, principalmente quando a temperatura política sobe e o dedo fica mais rápido que o raciocínio na hora de responder a uma mensagem.

A expectativa é que a paz seja restabelecida sem a necessidade de uma missão diplomática internacional.

Afinal, quem enfrentou uma campanha eleitoral, conquistou votos e garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa certamente tem condições de superar uma pequena batalha no WhatsApp.

E, se a diplomacia não funcionar, ainda existe uma solução bastante conhecida: criar outro grupo, colocar os dois como administradores e começar tudo novamente.

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No mais, desejamos sucesso aos dois futuros deputados. Que façam excelentes mandatos, trabalhem pelo Paraná e continuem sendo as boas pessoas que são.

Porque, convenhamos, depois de vencer uma eleição, seria um verdadeiro desastre internacional perder a amizade por causa de um grupo de WhatsApp.

E, se a crise continuar, que pelo menos não envolva o botão de excluir o grupo. Afinal, a política paranaense já tem problemas suficientes para resolver sem precisar convocar o Conselho de Segurança da ONU.

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Redação O Diário de Maringá

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