Vamos Falar Sobre TDAH e o Que Aprendemos Com Ele Na Pandemia

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TDAH
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Que Dimensão O TDAH Pode Tomar Na Vida De Pais e Filhos?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é classificado como um distúrbio do neurodesenvolvimento. Essa síndrome de desatenção, hiperatividade e impulsividade são condições neurológicas que aparecem de maneira precoce na fase da infância, em geral antes da idade escolar, e que vai prejudicar todo o desenvolvimento pessoal, escolar, acadêmico e social, caso não seja tratado a tempo.

O TDAH pode ser dividido em três tipos: o TDAH em que o predominante é a hiperatividade/impulsividade, aquele em que a desatenção é que vem a predominar e,  um terceiro tipo, quando há uma combinação entre os dois outros tipos.

Segundo a Dra. Priscila Dossi, médica psiquiatra, com especialização em infância e adolescência pela UNICAMP “Os distúrbios de neurodesenvolvimento vão afetar, como o próprio nome diz, o funcionamento do cérebro; isso significa que a linguagem, a memória, a interação social, a capacidade de interagir socialmente e a própria percepção serão envolvidos.”

Considerando que boa parte dos casos de TDAH vai continuar na vida adulta, o leque de sintomas e suas consequências aumentam, incluindo: impaciência, humor instável, instabilidade nos relacionamentos e na vida profissional, além da incapacidade de finalizar tarefas, violações de trânsito e uso abusivo de álcool e drogas, podendo se estender ao envolvimento com a criminalidade.

O Perigo das Telas

A Dra. Priscila Dossi, chama atenção para um dos grandes desafios hoje, que é o uso excessivo telas, principalmente das crianças e adolescentes, no momento mais crucial para o desenvolvimento e o aprendizado de cada indivíduo. E, que se agravou muito durante a pandemia.

“O uso excessivo das telas pode levar ao aumento da agressividade, da irritabilidade e ao acesso a conteúdos inadequados para a idade, se não houver uma rígida supervisão dos pais ou cuidadores”, completa a psiquiatra.

Além do convívio das crianças e adolescentes com as telas de Tv, computador e celulares dentro de casa, nos momentos de ócio e lazer, o isolamento por decorrência da quarentena acabou obrigando as pessoas a se afastarem do convívio social, o que é também é prejudicial para as crianças e adolescentes. O convívio social, as atividades e interações escolares foram trocados por mais horas de tela.

“Sabemos que o uso excessivo de telas pode causar dependência, impedindo a criança e o adolescente de interagir com o mundo a sua volta, prejudicando os relacionamentos, o aprendizado formal (escolar/presencial), e a própria percepção do mundo.

A outra perspectiva do problema aponta para um agravamento dos quadros de TDAH no período do isolamento social, intensificando alguns sintomas como déficit de atenção e hiperatividade, principalmente envolvendo as atividades escolares. Isso significa que a criança ou o adolescente com hiperatividade ou falta de atenção, terá uma dificuldade imensa em acompanhar as aulas on-line, por ser obrigada a ficar de 3 a 4 horas diante de uma tela com intervalos curtos entre as aulas – completou a Dra. Priscila Dossi.

Devido ao isolamento social, as aulas passaram a ser remotas, além de ter uma grande queda da qualidade do ensino, os professores contam com a dificuldade de conseguir o melhor aproveitamento dos seus alunos, principalmente daqueles que sofrem com TDAH.

A Volta às Aulas

A Dra Priscila Dossi, chama atenção para o retorno às aulas, sendo que  a criança e o adolescente devem ser orientados e apoiados na readaptação escolar presencial, com o apoio dos pais e familiares, e também dos agentes da educação.

“Não se pode descartar que as crianças e os adolescentes foram afetados pela pandemia e todo o seu desdobramento, de várias maneiras, desde o aumento de quadros de ansiedade e depressão, piora dos quadros de TDAH e ainda o aumento de casos de violência doméstica em que essas crianças e adolescente foram expostos durante esse período.”- Diz a Especialista.

“É o momento de reavaliarmos toda essa experiencia e os impactos negativos sobre as nossas vidas e a vida de nossos filhos e, se necessário, buscar ajuda profissional, que hoje está cada vez mais fácil devido aos atendimentos online” – finaliza Priscila.

Dra Priscila Zempulski Dossi é médica psiquiatra com especialização em psiquiatria infantil e adolescência pela UNICAMP. Trata infância, adolescência, adultos e também cuida dos transtornos peri-parto.

CRM-MS: 7271 RQE: 5944/5945

Instagram: @prisciladossipsiquiatra

Site: https://prisciladossi.com.br

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