Síndrome do Jaleco Branco

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Ester Corrêa
Ester Corrêa

A síndrome do jaleco branco, é caracterizada por um medo irracional que algumas pessoas têm de médicos, enfermeiros, hospitais ou qualquer situação, ou objeto que remeta a um atendimento na área da saúde.
Trata-se de uma patologia multifatorial, que atinge qualquer indivíduo, com maior prevalência em pessoas que já tiveram uma experiência negativa com o ambiente médico/hospitalar.
Apesar de não ser muito comentada, ou na maioria das vezes nem vista como uma patologia, é uma circunstância relativamente comum e merece toda atenção por parte dos profissionais de saúde.
O principal sintoma da síndrome do jaleco branco é a hipertensão pontual, acompanhada de tremedeira, tensão muscular, náuseas e agitação, e normalmente aparece no momento de um atendimento médico.
A maioria dos pacientes, nem sabem que podem estar sofrendo com essa síndrome, e terminam gerando ainda mais ansiedade. Um bom acolhimento seguido de esclarecimentos, pode ajudar e muito nos sintomas. Vale lembrar que, desde a mais tenra infância, a imagem dos médicos e enfermeiros, costumam ser associada a agulhas, injeções e remédios amargos.

Esse fator tem origem em diversos aspectos, podendo ser de ordem cultural, do ambiente familiar e outros psicoemocionais. Notadamente, a síndrome do jaleco branco, pode se manifestar mais vezes em hospitais ou em outros locais associados a acidentes, sangue e morte, por exemplo.
Quando não tratada, há uma piora significativa, principalmente em pacientes mais velhos, levando a complicações desnecessárias, tornando a experiência ainda mais negativa.
Ao protelar a realização de consultas e exames médicos de rotina, pode haver agravos a saúde, que se detectados a tempo, seria reversível.
Desta forma, alguns métodos simples podem ser utilizados para controlar o medo e a ansiedade, nesse momento tão importante que é o cuidar da saúde.
Atendimentos mais descontraídos, orientação do tratamento proposto  em locais diferenciados que não lembrem hospitais e clínicas médicas, companhia constante de uma pessoa amiga durante a consulta e profissionais que não utilizem o vestuário médico tradicional, desde que possível, trará mais segurança ao paciente portador da síndrome.
Não podemos deixar de destacar aqui, o aspecto mais importante, o bom acolhimento e relacionamento com o paciente. Este é fundamental, pois, permite deixá-lo mais confortável e seguro. Desta forma, proporcionamos uma troca de informações mais completa e tranquila, atingindo o objetivo principal, que é manutenção da saúde.

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