Dê sua opinião somente quando for solicitada

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Ester Corrêa
Ester Corrêa

Compreender a diversidade humana não é uma tarefa simples. Aceitar opiniões diferentes muito menos, mas fazer o outro entender isso, é pior ainda. Não é à toa que o comportamento humano é fonte inesgotável de estudos.

Alguns, conseguem entender essa diversidade de opiniões desde muito cedo, a partir do meio em que estão inseridos ou da forma em que foram ensinados. Já outros, nunca compreendem, apesar de toda informação sobre o tema. Mesmo assim, não nos cabe o poder de julgá-los, pois, cada um tem sua realidade. Porém, quando levamos tal comportamento para o ambiente de trabalho, convívio familiar ou social, as coisas podem piorar, tomando uma proporção ainda maior quando cai nas redes sociais, pois se trata de uma espécie de invasão.

Desde que nos tornamos conectados pela internet, parece que invadir o espaço alheio já não é mais uma questão em pauta. Há quem diga ser geração “nutella”, há quem defende a geração do “mimimi”, e com esses rótulos todos, sentem-se no direito de opinar em tudo, mesmo sem ser chamados.

Embora as redes sociais tenham essa liberdade de expressão, é prudente e mais “elegante” manter alguns cuidados. Essa “liberdade” tem confundido muitos, pois, há um limite em criticar e opinar. Diversos são os motivos para tais comportamentos, e não há dúvidas que os profissionais do ramo podem explicar. Mas o fato é que basta um clique que não lhe caiu bem, logo aparece a chuva de críticas e opiniões – todas sem ser solicitadas. Pronto! Está aberta a sessão “pobreza de espírito”. Se cai bem? Aí vai da maturidade emocional de quem os interpreta, mas na maioria das vezes, causa desconforto e consequentemente um embate de opiniões.

Quanto mais confrontamos com as ideias desnecessárias do outro, mais os alimentamos tais atitudes, com um propósito fútil e sem destino, além de sugar toda nossa energia. Só isso já bastaria para não praticar o “confronto vazio”.

As redes sociais têm sido o nosso maior elo de proximidade em tempos de isolamento, e é por isso que devemos procurar mantê-los. Sendo assim, alguns cuidados básicos podem ser adotados ao depararmos com a realidade do outro, e assim tornamos as situações mais fáceis, além do aprendizado que proporciona.

Acima de tudo, respeito! Opiniões diversas sobre tudo ou qualquer assunto, existe. E sim, é possível respeitar mesmo que você não concorde. Estar aberto a diversidade de ideias, é crescimento, aprendizado, ou até mesmo uma lição.

Aceite sem críticas! Isso é sinal de maturidade. Além do mais, cada um tem sua vivência, suas experiências, suas dores, e nesse contexto a crítica não vai ajudar em absolutamente nada.

Tente compreender o ponto de vista alheio por mais difícil que isso pareça. Use a velha e boa pergunta – O que eu faria se estivesse no lugar? Essa é uma ótima forma de praticar a empatia.

Toda história tem dois lados, ou até mais. Se não soubermos o todo, é quase improvável que não seremos assertivos na opinião, ainda mais quando não solicitada. Lembre-se de que toda e qualquer crítica, deve partir da análise do todo, pois, é assim que ampliamos a nossa visão nas diferenças. Afinal, ninguém sabe de tudo.

Independente do assunto, polêmico ou não, é necessária uma dose de cautela quando for abordá-los, ainda mais se isso for feito em redes sociais.

Para não soar como arrogância, o que não é bem-visto, o respeito mútuo deve existir, e que forçar o outro a aceitar o seu ponto de vista, é pobreza emocional.

A aceitação da diversidade de ideias, pensamentos e parecer alheio, enaltece o espírito, além de tornar a convivência humana mais prazerosa e harmônica.

Portanto, expor sua opinião de forma suave e sem agressividade, pode até ser bem-vinda, mesmo que não solicitada. Certamente em algum momento, seremos surpreendidos pela nossa forma de olhar o mundo É assim que crescemos por dentro!

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