Pneumo 10, 13, 15, 20 ou 23? Entenda as diferenças entre as vacinas contra pneumonia
Pneumo 10, 13, 15, 20 ou 23? Entenda as diferenças entre as vacinas contra pneumonia
Paraná registrou mais de 10 mil casos e 469 mortes por síndromes respiratórias graves em 2025; especialista explica diferenças entre vacinas pneumocócicas e reforça prevenção em idosos e crianças
A chegada do inverno e o aumento das doenças respiratórias no Brasil têm reforçado a importância da vacinação, especialmente entre crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas. Em 2025, o Paraná já registrou mais de 10 mil casos e 469 mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), incluindo casos associados à influenza e pneumonias. Dados da Fiocruz também mostram que a influenza A já é a principal causa de mortes por SRAG em idosos no país.
Em meio a esse cenário, crescem as dúvidas sobre as vacinas pneumocócicas disponíveis atualmente: pneumo 10, 13, 15, 20 e 23. Afinal, qual a diferença entre elas e quem deve tomar cada uma?
As vacinas pneumocócicas protegem contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por pneumonia, meningite e infecções graves, principalmente em crianças pequenas, idosos e imunossuprimidos. Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, o número presente no nome da vacina representa a quantidade de sorotipos do pneumococo contra os quais ela oferece proteção. “Quanto maior esse número, maior tende a ser a cobertura contra diferentes variantes da bactéria”, explica.
A Pneumo 10 é a vacina disponível no calendário infantil do SUS. Já as versões 13, 15 e 20 são vacinas conjugadas mais modernas, disponíveis principalmente na rede privada, enquanto a Pneumo 23 utiliza outra tecnologia e costuma ser indicada para públicos específicos.
“Elas não são vacinas concorrentes. Em muitos casos, podem ser complementares, principalmente para idosos e pacientes com doenças crônicas. A indicação depende da idade, histórico vacinal e condição clínica de cada pessoa”, afirma Elisa.
Segundo a especialista, muitas pessoas ainda subestimam a gravidade da pneumonia e das complicações respiratórias. “Muitas vezes a gripe acaba abrindo caminho para pneumonias bacterianas, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. A vacinação ajuda a reduzir hospitalizações, complicações graves e até mortes”, destaca.
Outra dúvida frequente é se crianças vacinadas pelo SUS precisam complementar a proteção na rede privada. Segundo Elisa, isso pode acontecer em alguns casos específicos e sempre deve ser avaliado individualmente. “A Pneumo 10 do SUS é extremamente importante e protege contra os principais sorotipos circulantes. Mas hoje existem vacinas com cobertura ampliada disponíveis na rede privada, e em alguns casos o médico pode indicar essa complementação”, explica. “A indicação varia conforme idade, histórico vacinal e condições de saúde. Por isso, a avaliação individual é fundamental para definir o melhor esquema de proteção”, orienta Elisa Lino.
Entenda as principais vacinas pneumocócicas disponíveis no Brasil
Pneumo 10: Disponível no SUS para crianças. Protege contra 10 sorotipos do pneumococo e faz parte do calendário infantil.
Pneumo 13: Vacina conjugada com cobertura ampliada para 13 sorotipos. Indicada para crianças, idosos e grupos de risco, conforme avaliação médica.
Pneumo 15: Versão mais recente da vacina conjugada, com proteção contra 15 sorotipos da bactéria.
Pneumo 20: Vacina conjugada de cobertura ampliada contra 20 sorotipos. Tem sido uma das principais novidades na prevenção de doenças pneumocócicas em adultos e idosos.
Pneumo 23: Indicada principalmente para idosos e pacientes com doenças crônicas ou imunossupressão. Utiliza tecnologia diferente das vacinas conjugadas e costuma ser usada de forma complementar em alguns esquemas vacinais.







