Ester Corrêa: medo, angústia e desespero

Em tempos de pandemia, isolamento social, perdas, uma enorme sensação de impotência e incertezas diante da crise causada pelo novo coronavírus, é esperado o aumento dos casos das doenças mentais. Os sentimentos de medo, angústia e desespero, podem ser sentidos com mais intensidade, e a preocupação é ainda maior nos grupos mais vulneráveis, como os idosos, adolescentes e aqueles que por alguma razão já necessitaram de uma atenção especial na saúde mental. Afinal, não somente por conta da pandemia, mas o excesso de pressão psicológica vivenciada em outras situações também, é reconhecida pela psiquiatria como um gatilho importante para transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Como agravante, é justamente os mitos e a falta de informações sobre o assunto, que fazem que esses casos ganham mais força.
É lamentável, que ainda em pleno século XXI, o tema enfrenta tantos tabus, que vão desde a negação dos sintomas ao uso de medicações quando necessário. Essa resistência, torna-se mais forte, quando há indicação de acompanhamento psicológico. Ainda que podemos considerar um avanço quanto a isso, mas o olhar para saúde mental é negligenciado pelos próprios portadores. Não é incomum o preconceito com uso de medicações, o acompanhamento com psiquiatra, ou com psicólogo, e comprovadamente tido como um “descrédito pessoal” ser assistido por esses profissionais. Na maioria das vezes, as pessoas têm dificuldade de identificar os transtornos mentais como uma doença, ou como uma necessidade de tratamento, e o que é mais intrigante, é que possuem uma visão ilusória, de que a doença mental se cura espontaneamente, não existem de fato, ou estão convencidas, por exemplo, de que a condição pode ser resumida à “falta de fé, de esforço, de pensamentos positivos”, enfim, títulos errôneos é o que não faltam. Entretanto, o contexto vai tão além, que fica difícil definir em poucas palavras. Nossa saúde mental envolve desde a concepção, até o momento vivido — trata-se de uma infância, vivências, convivências, experiências, e em suma, a formação do ser humano. Assim, nosso suporte emocional, mental são construídos a partir dessa base, não é justo que algo tão complexo, ainda seja visto de forma tão diminuída, reprimida e em segundo ou até último plano. Nosso cérebro, ou o lado emocional, têm seus próprios mecanismos de funcionamento, com suas necessidades de manutenção, faz parte do sistema do corpo. Sendo assim, é tão necessário quanto um tratamento, compreender que nossa saúde mental é o eixo do restante do corpo. Em outras palavras, é a cabeça que rege o corpo, e não o contrário.
Quando a saúde mental está prejudicada, o corpo fala, dá sinais, mas raramente é ouvido. O risco está nessa falta de compreensão dos sintomas. É preciso uma dose de entendimento e sensibilidade para entender esses sinais, e procurar ajuda sem julgamentos. No entanto, infelizmente uma boa parte das pessoas não conseguem lidar bem com isso sem se auto depreciar em primeiro plano. Precisamos falar sobre, entender e compreender a saúde mental.
A depressão, por exemplo, é um risco aumentado para suicídio. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), revela que, um em cada quatro indivíduos desconhece essa associação, porém, mais de 90% dos casos de suicídio estão ligados a distúrbios mentais e os transtornos de humor, entre os quais, a depressão se destaca, e representam o diagnóstico mais frequente no contexto.
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A desinformação sobre o tema nos coloca diante de um cenário delicado — o aumento dos casos dos transtornos mentais, e consequentemente o risco de suicídio. Diante disso, precisamos falar e olhar para nossa saúde mental com mais atenção, mais empatia, menos críticas. Por isso, é essencial desmistificar os tabus que existem em torno desse tema, para que as pessoas se sintam encorajadas a buscar ajuda e não os transforme em vergonha, silêncio, sofrimento e consequências devastadoras. Para todas as partes do corpo humano, têm um profissional capacitado e especializado para nos ajudar, com nossa saúde mental emocional, não é diferente. Adoecemos; corpo, mente e alma, e não há nada de incomum nisso. Falar sobre o tema, será sempre o melhor caminho!
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