Uso de carro da prefeitura por vereadora em Santo Inácio vai parar no Ministério Público

Uso de carro da prefeitura por vereadora em Santo Inácio vai parar no Ministério Público

A prefeita Geny Violatto, a secretária de Saúde Suellen Turcato e o presidente da Câmara, Ronaldo Cabeção, serão ouvidos pelo MP

O Ministério Público do Paraná, por meio da unidade de Colorado, abriu procedimento para apurar possíveis irregularidades envolvendo uma vereadora do município de Santo Inácio. A investigação foi registrada como Notícia de Fato sob o número 0040.26.000182-7 e teve início após informações encaminhadas à Promotoria sobre um suposto desvio de função e uso indevido de veículo público.

De acordo com os elementos recebidos pela redação, a apuração envolve a atuação da parlamentar que, mesmo tendo deixado o cargo de técnica administrativa, estaria realizando o transporte de pacientes em veículo da prefeitura. A situação levanta questionamentos, especialmente pelo fato de o município contar com uma equipe formada por cerca de 10 a 12 motoristas experientes vinculados à administração pública.

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Outro ponto que chama atenção é que a própria vereadora teria admitido a prática durante reunião recente da Câmara Municipal, o que reforçou a necessidade de averiguação por parte do Ministério Público. Ainda segundo os relatos, a prefeita do município teria conhecimento dos fatos, mas, até o momento, não houve medidas administrativas públicas para apuração interna.

Pediu pra sair

O presidente da Câmara de Santo Inácio, Ronaldo Cabeção, também é citado no contexto, diante da ausência de providências institucionais após a admissão da situação em plenário.

No curso da investigação, deverão ser ouvidos pela Promotoria a prefeita Geny Violato, a secretária de Saúde Suellen Turcado e o próprio presidente do Legislativo municipal. A apuração busca esclarecer se houve irregularidade administrativa, eventual favorecimento indevido ou desvio de função no uso da estrutura pública.

A Notícia de Fato é um procedimento preliminar utilizado pelo Ministério Público para verificar a existência de elementos que justifiquem a abertura de uma investigação mais aprofundada, como um inquérito civil ou outra medida judicial.

A partir de agora, caberá ao Ministério Público analisar os fatos, ouvir os envolvidos e decidir quais providências serão adotadas. O caso segue em acompanhamento e pode ter desdobramentos conforme o avanço das apurações.

Redação O Diário de Maringá

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