Drones podem ajudar Maringá a ficar mais limpa e segura
O Projeto de Lei nº 18.065/2026, que cria o Programa de Monitoramento por Drones “Olho Vivo” em Maringá, pode representar um avanço importante para a segurança pública, a limpeza urbana e a fiscalização de áreas públicas. A proposta é de autoria do vereador Jeremias e já passou pelas Comissões Permanentes da Câmara. Agora, aguarda inclusão na pauta para votação em Plenário.
A ideia é simples: usar drones como apoio tecnológico para enxergar melhor a cidade. Com isso, a Prefeitura poderá identificar problemas com mais rapidez, orientar equipes de fiscalização e agir antes que pequenas ocorrências virem grandes transtornos.
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Segundo o vereador Jeremias, a proposta busca modernizar a atuação do município sem substituir o trabalho humano.
“Hoje a tecnologia pode ajudar a Prefeitura a agir com mais rapidez e inteligência. O drone não vem para substituir servidores ou guardas municipais. Ele vem para auxiliar na prevenção, na fiscalização e na proteção da população. Uma cidade bem monitorada consegue agir antes que o problema aumente”, afirmou o vereador.
Segurança começa pela prevenção
Na área da segurança, os drones podem apoiar o patrulhamento preventivo da Guarda Civil Municipal. Além disso, a tecnologia pode ajudar no monitoramento de praças, parques, eventos públicos e locais com grande circulação de pessoas.
Portanto, em vez de depender apenas de rondas presenciais, o município poderá usar imagens aéreas para ampliar a visão das equipes. Isso não substitui o trabalho dos agentes. No entanto, ajuda a direcionar melhor as ações, reduzir o tempo de resposta e proteger o patrimônio público.
Jeremias também defende que o projeto pode fortalecer o trabalho preventivo da administração municipal.
“Quando a Prefeitura consegue identificar rapidamente uma área de risco, um descarte irregular ou uma movimentação suspeita, ela consegue agir antes que a situação fique maior. Prevenção sempre custa menos do que corrigir depois”, destaca Jeremias.
Limpeza urbana também precisa de fiscalização
O projeto também pode ter impacto direto na limpeza urbana. Em muitos bairros, o descarte irregular de lixo, entulho, móveis velhos e restos de construção prejudica moradores, atrai animais e degrada espaços públicos.
Com drones, a Prefeitura poderá mapear terrenos abandonados, fundos de vale, áreas rurais, praças e pontos usados para descarte clandestino. Dessa forma, as equipes responsáveis pela limpeza poderão agir com mais precisão.
Além disso, o monitoramento pode ajudar a identificar reincidência em pontos críticos. Assim, o poder público consegue planejar operações, instalar placas, reforçar fiscalização e responsabilizar quem suja a cidade.
Cidade limpa também é cidade mais segura
A relação entre limpeza urbana e segurança é direta. Locais escuros, abandonados, tomados por mato ou cheios de lixo costumam gerar sensação de insegurança. Além disso, essas áreas podem facilitar vandalismo, consumo de drogas e outras ocorrências.
Por isso, quando o município cuida melhor dos espaços públicos, ele também melhora a qualidade de vida da população. Uma praça limpa, iluminada e monitorada tende a ser mais usada pelas famílias. Já uma área abandonada afasta moradores e favorece a degradação.
Uso precisa ter regras claras
O projeto prevê que a utilização dos drones deverá respeitar a legislação federal, as normas de proteção de dados pessoais e os direitos à intimidade, privacidade e dignidade humana.
Esse ponto é essencial. A tecnologia precisa servir ao interesse público, não ao abuso. Por isso, a Prefeitura deverá regulamentar o programa, definir protocolos de uso, regras para armazenamento de imagens, procedimentos de segurança e integração com sistemas municipais.
Um passo para modernizar a gestão urbana
Maringá já enfrenta desafios comuns às cidades médias e grandes: crescimento urbano, descarte irregular, pressão sobre praças, parques, trânsito, eventos e segurança. Portanto, ferramentas modernas podem ajudar o município a trabalhar com mais inteligência.
O Programa de Monitoramento por Drones “Olho Vivo” pode ser importante justamente porque une segurança, limpeza urbana, defesa civil e fiscalização. Com planejamento, transparência e controle, a tecnologia pode ajudar Maringá a cuidar melhor da cidade e das pessoas.
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