Teresinha Carvalho da Mota precisa explicar se recebeu cascalho com estrutura pública

Teresinha Carvalho da Mota precisa explicar se recebeu cascalho com estrutura pública


Vereadora deixou de usar o carro oficial e agora caminhões da prefeitura estariam sendo utilizados em benefício de interesse particular?

A possível utilização de caminhões da Prefeitura de Santo Inácio para transportar cascalho destinado a uma propriedade rural ligada à vereadora Teresinha Carvalho da Mota exige explicações públicas da gestão da prefeita Geny Violatto. Segundo informações recebidas por O Diário de Maringá, o episódio ocorreu no dia 27 de maio de 2026, quando dois caminhões municipais foram até Guaraci para buscar o material.

Portanto, a pergunta central permanece: qual interesse público justificou a operação?

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Máquina pública deve atender o povo

A legislação brasileira determina que veículos, equipamentos, combustível e servidores custeados pelo dinheiro público atendam ao interesse coletivo. Por isso, qualquer uso da estrutura municipal em benefício de uma propriedade específica exige critério legal, impessoal e transparente.

Além disso, a prefeitura precisa informar qual documento autorizou a viagem, quem determinou a retirada do cascalho e qual finalidade pública motivou o transporte.

Caso exista programa oficial de apoio a produtores rurais, a gestão deve apresentar a lei, o regulamento, a lista de beneficiários e a ordem dos atendimentos. Afinal, política pública precisa valer para todos, não apenas para pessoas com ligação política.

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Relato extraoficial reforça cobrança

Informações extraoficiais recebidas por O Diário de Maringá indicam que um motorista ligou para um setor da Prefeitura de Santo Inácio após perceber que um vereador de Guaraci filmava a operação.

Na sequência, segundo o mesmo relato, o servidor comunicou a situação a um superior. Mesmo assim, teria recebido orientação para continuar o carregamento.

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O Diário de Maringá ainda não teve acesso aos documentos da operação. No entanto, se o relato se confirmar, o caso exige resposta imediata da gestão Geny Violatto.

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Prefeita precisa mostrar quem autorizou

Geny Violatto deve esclarecer quem autorizou o deslocamento dos caminhões, qual servidor determinou o carregamento, quem pagou o combustível e qual documento amparou a retirada do cascalho em Guaraci.

A prefeita também precisa informar se o serviço integrou algum programa municipal, se houve requerimento formal e se técnicos analisaram a solicitação antes da execução.

As respostas são essenciais, porque várias estradas e áreas rurais de Santo Inácio também precisam de manutenção. Portanto, qualquer prioridade dada a uma propriedade ligada a agente político exige justificativa objetiva.

Vereadora deve responder ao cidadão

Teresinha Carvalho da Mota deve informar se solicitou o serviço, se recebeu ou receberia o cascalho, se a propriedade rural pertence a ela ou a familiares e se outros produtores rurais tiveram o mesmo tratamento.

Nesse caso, a transparência protege o interesse público. Além disso, evita que a frota municipal pareça instrumento de favorecimento político.

Quem entrou na fila? A autorização partiu de qual setor? O combustível saiu dos cofres públicos? Quem recebeu o cascalho? Outros produtores terão o mesmo direito? Ou a facilidade vale apenas para aliados da prefeita?

Lei exige impessoalidade e moralidade

O Decreto-Lei nº 201/1967 trata como irregular o uso de bens, rendas ou serviços públicos em proveito próprio ou de terceiros. Além disso, a Constituição Federal exige legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na administração pública.

Dessa forma, o caso não deve virar apenas disputa política. Trata-se de possível uso da estrutura pública municipal, com caminhões, motoristas, combustível e material, para atender uma demanda que precisa de justificativa oficial.

Câmara precisa cumprir seu papel

O presidente da Câmara, vereador Ronaldo Cabeção, também precisa sair do silêncio. Afinal, a Câmara Municipal vai fiscalizar ou vai fingir que não sabe?

O Legislativo não existe para proteger grupo político. Pelo contrário, existe para fiscalizar o Executivo, cobrar documentos, ouvir servidores, pedir informações e defender o cidadão.

Se tudo ocorreu dentro da lei, a gestão Geny Violatto deve apresentar os documentos. No entanto, se houve favorecimento, os órgãos de controle precisam apurar responsabilidades.

Em Santo Inácio, a pergunta continua sem resposta: caminhão público serve ao povo ou serve aos aliados do poder?

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Redação O Diário de Maringá

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