Fala de Laércio Turcato deixa uma pergunta no ar: o servidor perdeu espaço na lista de prioridades?

Fala de Laércio Turcato deixa uma pergunta no ar: o servidor perdeu espaço na lista de prioridades?


A explicação dada pelo vereador Laércio sobre o pagamento dos servidores de Santo Inácio acabou levantando mais dúvidas do que respostas.

Na Câmara, o vereador afirmou que a Prefeitura precisou usar dinheiro para pagar rescisões de contratos, fazer melhorias em escolas e realizar outras despesas. Por isso, o pagamento dos servidores não entrou na conta no dia em que normalmente é feito.

Déficit de quase R$ 300 mil e salário atrasado: coincidência ou consequência?

Mas essa justificativa gera uma pergunta simples que qualquer cidadão consegue entender:

Se a Prefeitura sabia que teria de pagar salários, obras e rescisões, por que não deixou o dinheiro dos servidores separado primeiro?

O salário vem antes

Pela lei, o salário tem um tratamento especial porque é o dinheiro que as pessoas usam para comprar comida, pagar aluguel, remédios, água, luz e outras contas da família.

Por isso, muitos especialistas defendem que o pagamento dos servidores deve estar entre as primeiras preocupações de qualquer prefeito.

Ninguém espera trabalhar o mês inteiro para depois ouvir que o dinheiro foi usado em outra coisa.

A comparação é simples

Imagine uma família que sabe que precisa pagar o aluguel no fim do mês.

Mas, antes de pagar o aluguel, decide reformar a garagem da casa.

Depois descobre que faltou dinheiro para a principal conta.

Mesmo que a reforma fosse importante, a maioria das pessoas diria que a prioridade deveria ter sido o aluguel.

É justamente esse tipo de questionamento que surgiu após a fala do vereador.

O problema não é só a data

A Prefeitura afirma que o pagamento será feito e que tudo será resolvido.

Mas o debate não é apenas sobre um ou dois dias de diferença.

A discussão é outra:

Por que o município chegou a uma situação em que precisou escolher entre diferentes despesas?

Quando uma administração pública não consegue manter a data habitual de pagamento, muita gente passa a se perguntar como está a situação das contas da Prefeitura.

O que a população quer saber

Os servidores não estão discutindo apenas uma questão jurídica.

Eles querem uma resposta simples:

Trabalharam o mês inteiro.

Cumpriram suas funções.

Então por que o salário não entrou na data em que sempre entrou?

A fala do vereador tentou tranquilizar os funcionários, mas acabou trazendo uma informação que chama atenção: a Prefeitura precisou usar recursos em outras despesas antes de concluir o pagamento da folha.

Por isso, a principal pergunta continua sem uma resposta totalmente convincente:

Se havia dinheiro para obras, reformas e rescisões, por que não havia dinheiro suficiente para garantir o pagamento dos servidores na data esperada?

A verdade é uma só, e ela foi exposta na semana passada durante a prestação de contas da Prefeitura na Câmara Municipal: a gestão da prefeita Geny Violato está gastando mais do que arrecada. Os números apresentados confirmam essa realidade.

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Redação O Diário de Maringá

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