Traição ou articulação? Encontro de Gehlen com Moro provoca desconforto entre aliados do governador
O mês de junho começou com um recado avassalador nos bastidores da política estadual, pois o novo cenário aponta para uma escancarada traição ao governador Ratinho Junior. Essa movimentação ganhou força logo após a confirmação da agenda entre o prefeito de Paranavaí, Maurício Gehlen (PSD), e o senador Sergio Moro. Como Moro lidera as pesquisas ao Governo do Paraná pelo PL, o encontro acendeu imediatamente o sinal vermelho no Palácio Iguaçu. A presença do chefe do Executivo de Paranavaí no gabinete do principal adversário mostra que a base governista enfrenta rachaduras profundas e perigosas.
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Por coincidência, o assessor parlamentar Lucas Barone também cumpria agenda em Brasília no mesmo período. Barone atua diretamente com o deputado estadual Adriano José e já se posiciona como pré-candidato a deputado federal. O assessor possui forte ligação com Gehlen, visto que o próprio governador Ratinho Junior apadrinha politicamente ambos os nomes na região. Embora os bastidores indiquem que o assessor não entrou fisicamente no gabinete de Moro, a proximidade com o prefeito eleva a temperatura da crise. Diante disso, uma pergunta nos corredores da Assembleia Legislativa: o deputado Adriano José sabia desse movimento ?
Crise profunda e o sinal vermelho no Palácio Iguaçu
Nos bastidores, analistas políticos interpretam que a verdadeira deslealdade parte de Maurício Gehlen, porque o prefeito comanda uma cidade de peso e deve fidelidade ao partido do governador. Quando um líder desse calibre decide construir pontes com a oposição, o comando político do estado perde a autoridade de forma imediata. Os aliados locais tendem a seguir a liderança do mandatário municipal, abandonando as diretrizes estaduais. Certamente, esse gesto audacioso indica que o grupo governista já perdeu a unidade que exibe nas propagandas oficiais, transformando o Palácio Iguaçu em um caldeirão de desconfiança.
Ademais, o deputado Adriano José aparece com frequência ao lado de Ratinho Junior em eventos públicos importantes. Essa proximidade constante torna a situação do seu assessor ainda mais desconfortável perante o núcleo duro do governo. Se a base mais próxima começa a flertar com candidaturas adversárias, o governo estadual precisa avaliar o estrago rapidamente para conter novos danos. Enquanto Moro consolida sua liderança nos levantamentos do Paraná Pesquisas, os prefeitos da região demonstram um pragmatismo frio. Eles buscam garantir espaço no palanque que se mostra mais viável para o futuro.
A Estagnação de Sandro Alex e o Temor do Efeito Dominó
O grande complicador para o plano do governo estadual reside no desempenho pífio de Sandro Alex até o momento. O Palácio Iguaçu indicou o secretário para liderar o projeto de Ratinho Junior, mas o nome simplesmente não decola nas intenções de voto. Sandro Alex segue estagnado nas pesquisas, figurando bem abaixo de Sergio Moro e perdendo espaço inclusive para Requião Filho, que mantém uma base sólida. Como a candidatura oficial não empolga e não demonstra poder de reação, o medo de derrotas regionais empurra os prefeitos para novas alianças, pois nenhuma liderança aceita afundar junto com um projeto sem viabilidade eleitoral.
Portanto, o episódio envolvendo o prefeito de Paranavaí não passa supostamente por visita de cortesia ou mero cumprimento de agenda institucional. O encontro pode escancarar uma crise de liderança grave e abre as portas para novos desembarques nas próximas semanas. A dúvida que resta agora nos bastidores é muito clara. O governador Ratinho Junior ainda detém o controle firme de sua base aliada ou o processo de debandada geral se tornou irreversível?
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