Lei de Flávio Mantovani quer acabar com fios soltos e proteger vidas em Maringá
Projeto cria resposta rápida contra cabos abandonados
O vereador Flávio Mantovani apresentou uma proposta para enfrentar um problema antigo em Maringá: os fios soltos, cabos abandonados e estruturas irregulares nas ruas da cidade.
O Projeto de Lei nº 17.975/2026 está em tramitação desde novembro de 2025. A proposta cria regras mais claras, prazos de regularização e multas para empresas responsáveis por riscos causados por cabos aéreos.
Além disso, o texto prevê resposta rápida em casos de emergência. O objetivo é evitar acidentes, proteger motociclistas, pedestres e motoristas, além de organizar melhor a rede de fios espalhada pela cidade.
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Acidentes mostram gravidade do problema
Maringá já registrou casos graves envolvendo fios soltos. Em dezembro de 2025, Rodrigo Pereira de Lima, de 39 anos, morreu a caminho do trabalho após ser atingido por um fio rompido por um caminhão na Avenida Joaquim Duarte Moleirinho.
Em abril de 2022, dois ocupantes de uma motocicleta ficaram gravemente feridos após se enroscarem em fios caídos na Vila Morangueira. Já em janeiro de 2026, uma motociclista foi hospitalizada com ferimentos no pescoço após ser atingida por um fio solto no Conjunto Ney Braga.
Situações parecidas também ocorreram na Avenida Sophia Rasgulaeff. Além disso, cruzamentos movimentados, como os das avenidas São Paulo e Brasil, já tiveram transtornos provocados por cabos arrastados por caminhões.
Projeto endurece regras para empresas
A proposta de Flávio Mantovani, apresentada ao lado do vereador Cristian Maia Maninho, fortalece a Lei Municipal nº 11.256/2021. Embora a legislação anterior tenha representado avanço, ela ainda apresentava falhas práticas.
Por isso, o novo projeto cria mecanismos mais objetivos. Entre as principais medidas estão:
| Medida | O que muda |
|---|---|
| Manutenção obrigatória | Empresas devem manter cabos e estruturas em boas condições |
| Prazo de 15 dias | Após notificação, a empresa deve corrigir a irregularidade |
| Emergência em 24 horas | Casos de risco terão sinalização imediata e solução rápida |
| Identificação dos cabos | Facilita saber qual empresa é responsável |
| Multas mais duras | Penalidades podem chegar a R$ 10 mil ou R$ 20 mil |
| Canal de denúncias | População poderá ajudar na fiscalização |
Multas podem chegar a R$ 20 mil
Pelo projeto, a empresa que não corrigir irregularidades poderá pagar multa de R$ 10 mil por caso. Em situações emergenciais, o valor pode chegar a R$ 20 mil.
Além disso, a reincidência pode aumentar ainda mais a punição. Dessa forma, a proposta busca impedir que empresas deixem fios abandonados sem consequência.
A Copel já foi multada em mais de R$ 4,7 milhões por falhas na fiscalização. Órgãos de defesa do consumidor também identificaram centenas de pontos irregulares. Mesmo assim, o problema continua nas ruas.
Flávio Mantovani defende solução prática
Conhecido pela atuação em defesa do consumidor, Flávio Mantovani afirma que o projeto transforma reclamações antigas da população em uma solução prática.
A proposta não apenas aponta o problema. Ela estabelece prazos, define responsabilidades e cria punições para quem não cumprir a lei.
Portanto, o projeto busca dar mais força ao Município para agir em situações de risco e cobrar as empresas responsáveis pelos cabos.
Maringá precisa de mais segurança nas ruas
O Projeto de Lei nº 17.975/2026 representa um avanço importante para Maringá. Afinal, fios soltos não são apenas um problema visual. Eles colocam vidas em risco.
Com regras mais firmes, fiscalização mais eficiente e multas mais pesadas, a cidade pode reduzir acidentes e trazer mais segurança para a população.
A proposta de Flávio Mantovani coloca a vida das pessoas no centro do debate e cobra responsabilidade de quem ocupa o espaço público com cabos, fios e estruturas aéreas.
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