Sandro Alex custou mais de meio milhão aos paranaenses para aparecer competitivo na pesquisa do IRG?

Sandro Alex custou mais de meio milhão aos paranaenses para aparecer competitivo na pesquisa do IRG?


Esse parece ser o Método Paraná de Ratinho Junior

O deputado estadual Paulo Gomes levou à tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta segunda-feira, uma denúncia envolvendo o Instituto IRG, uma pesquisa eleitoral sobre o Governo do Estado e um contrato firmado com o Governo do Paraná.

Em tom irônico, o parlamentar chamou o caso de “história de amor”. No entanto, a fala abriu uma série de questionamentos sobre a relação entre o instituto responsável pela pesquisa e o poder público estadual.

Deputado Jacovós diz que ação do governo Ratinho Junior foi “molecagem”, “palhaçada”, “coisa de biruta” e “sacanagem”

Pesquisa colocou Moro em menor patamar e candidato do governo em alta

Segundo Paulo Gomes, o Instituto IRG divulgou uma pesquisa em que o senador Sergio Moro aparece com 38,2%. Esse percentual ficou abaixo dos números apresentados por outros levantamentos recentes.

Além disso, o deputado comparou o resultado com pesquisas anteriores. Ele citou o Instituto Veritá, que apontou Moro com 60,1%, e o Paraná Pesquisas, que mostrou o senador com 42,3%.

Na avaliação de Gomes, o levantamento do IRG teria criado o melhor cenário para o candidato ligado ao governo estadual.

Contrato de R$ 583,8 mil virou alvo de questionamento

O ponto central da denúncia envolve um contrato citado pelo deputado. De acordo com Paulo Gomes, o Instituto IRG assinou, no dia 12 de junho, um contrato de R$ 583.800 com o Estado do Paraná, por meio do Ipardes.

Além disso, o parlamentar citou o protocolo nº 25.995.109-7 e afirmou que o contrato tem vigência de 150 dias úteis.

Por isso, Gomes questionou a coincidência entre a contratação e a divulgação da pesquisa eleitoral.

“Bem no Dia dos Namorados, o instituto de pesquisa assinou um contrato com o Estado para o candidato Sergio Moro cair e o candidato do governo subir”, ironizou.

Requião Filho também levantou suspeita

Durante a fala, o deputado Requião Filho pediu aparte e afirmou que o caso exige atenção. Segundo ele, o IRG estaria em nono lugar em um rodízio de institutos. Mesmo assim, acabou escolhido para o contrato.

Diante disso, Requião Filho disse que o episódio coloca o instituto “sob total suspeita”.

Jacovós fala em possível manipulação de manchetes

O deputado Delegado Jacovós também entrou no debate. Ele afirmou que os paranaenses são “consumidores de pesquisas” e, portanto, o caso precisa de tratamento sério.

Além disso, Jacovós criticou manchetes que, segundo ele, tentariam apresentar o candidato apoiado pelo governo como segundo colocado nas pesquisas. No entanto, outros levantamentos apontariam Requião Filho nessa posição.

Tito Barichello também cobrou providências

Deputado Estadual Delegado

O deputado Tito Barichello também se manifestou durante o debate. Ele afirmou que, caso a denúncia se confirme, o episódio pode envolver improbidade administrativa e até peculato.

Além disso, Tito defendeu uma reunião emergencial para avaliar providências. Para ele, a Assembleia precisa tratar o caso com responsabilidade e cobrar explicações formais.

Paulo Gomes faz ressalva

Apesar das críticas, Paulo Gomes fez uma ressalva. Ele afirmou que não acusava corrupção naquele momento.

“Eu não estou denunciando corrupção. Estou denunciando o ato de amor firmado exatamente no dia 12 de junho”, declarou.

Com isso, o parlamentar manteve o tom irônico, mas reforçou a cobrança por transparência.

Caso exige transparência

A denúncia feita na tribuna coloca o Governo Ratinho Junior, o Ipardes e o Instituto IRG diante de perguntas objetivas.

O contrato existiu?

Qual foi o critério de escolha do instituto?

Havia rodízio?

Por que o IRG recebeu o contrato?

O objeto contratado tem relação direta ou indireta com pesquisas de opinião?

A metodologia da pesquisa eleitoral chegou ao eleitor de forma clara?

Até que essas respostas apareçam, o caso permanece como mais um episódio de forte desgaste político em torno das pesquisas eleitorais no Paraná.

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Redação O Diário de Maringá

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