Ricardo Arruda enfrenta início de semana difícil com repercussão de retratação e denúncia no caso da rachadinha
O deputado estadual Ricardo Arruda começou a semana sob forte pressão política e jurídica. Nesta segunda-feira (22), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público do Paraná, avançou nas investigações sobre um suposto esquema de rachadinha ligado ao gabinete do parlamentar.
Além disso, voltou a circular nas redes sociais um vídeo em que Ricardo Arruda faz uma retratação pública por ordem da Justiça. Na gravação, ele reconhece como falsas declarações feitas anteriormente contra o Partido dos Trabalhadores e contra Gleisi Hoffmann.
Esposa e ex-assessores entram na mira da Justiça
De acordo com o Ministério Público do Paraná, quatro pessoas foram denunciadas por suposta participação no esquema. Entre elas está Patrícia Miranda Arruda Nunes, esposa do deputado.
Além dela, o Gaeco também denunciou os ex-servidores comissionados da Assembleia Legislativa do Paraná André Felipe Cassineli Luiz, Lucas Dorini Sabbato e Bruno Palazzo da Silva.
Segundo a denúncia, os fatos investigados ocorreram entre 2018 e 2023. O Ministério Público aponta possíveis crimes de lavagem de dinheiro e concussão. Na prática, concussão ocorre quando um agente público exige vantagem indevida por causa do cargo que ocupa.
Ainda conforme a investigação, os valores movimentados ultrapassariam R$ 132 mil.
Justiça aceita denúncia e caso avança
A Justiça do Paraná aceitou a denúncia. Com isso, os acusados passam a responder formalmente ao processo criminal.
Além disso, a Justiça determinou o afastamento de um dos investigados de suas funções na Assembleia Legislativa do Paraná.
Ricardo Arruda não aparece como denunciado nesta nova ação específica. No entanto, ele já responde a procedimentos anteriores ligados aos mesmos fatos investigados pelo Ministério Público.
Retratação judicial volta a repercutir
Enquanto a denúncia do Gaeco ganhou força, outro fato voltou ao debate público. Trata-se do vídeo em que Ricardo Arruda faz uma retratação por determinação judicial.
Na gravação, o parlamentar afirma:
“Reconheço como não verdadeira a afirmação por mim divulgada que o Partido dos Trabalhadores possui qualquer ligação com o crime organizado. Reconheço igualmente como falsa a afirmação de que Gleisi Helena Hoffmann seria a tal amante.”
Portanto, o próprio deputado reconheceu, em cumprimento a uma decisão judicial, que aquelas acusações não correspondiam à realidade dos fatos.
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Dois problemas na mesma semana
Com isso, Ricardo Arruda passou a enfrentar dois desgastes ao mesmo tempo. De um lado, o caso da suposta rachadinha voltou a ganhar força com a denúncia contra sua esposa e ex-assessores. De outro, a retratação judicial reacendeu a discussão sobre declarações falsas feitas pelo parlamentar em embates políticos anteriores.
Por isso, a semana começou pesada para o deputado do PL. Afinal, os dois episódios atingem diretamente sua imagem pública e ampliam a pressão nos bastidores da política paranaense.
O que acontece agora
A partir de agora, os denunciados terão prazo para apresentar defesa no processo criminal. Depois disso, a Justiça seguirá com a análise do caso.
Enquanto isso, o Ministério Público continuará acompanhando os desdobramentos da investigação. O caso ainda deve gerar novas repercussões na Assembleia Legislativa e no cenário político do Paraná.
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