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A Prefeitura de Santo Inácio discute buscar financiamento para recuperar o asfalto. A cidade precisa de ruas melhores. No entanto, moradores também querem entender como a gestão pretende pagar essa conta.
Além disso, a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026 mostrou que o município gastou mais do que arrecadou. Mesmo assim, a administração manteve dois shows que, juntos, chegam a quase R$ 300 mil.
Por isso, parte da população questiona as prioridades da gestão.
Por que Santo Inácio não recebeu recurso a fundo perdido como anunciado anteriormente ?
Moradores querem saber por que Santo Inácio não recebeu recursos estaduais a fundo perdido para recuperar o asfalto. Em uma reunião, o vereador Ronaldo Cabeção afirmou que “estava tudo certo” em relação ao projeto. Diante disso, a população pergunta: o que aconteceu para que esses recursos não fossem liberados?
Esse tipo de verba não precisa voltar aos cofres do Estado. Portanto, ela não cria dívida para o município.
Diante disso, a população pergunta:
A Prefeitura apresentou projeto ao Governo do Paraná?
A gestão cumpriu todos os requisitos?
O município perdeu prazo?
Faltou documentação?
Ou Santo Inácio ficou fora do programa?
Enquanto a Prefeitura não responder, a dúvida continuará.
Financiamento cria dívida para os próximos anos
Um financiamento funciona de forma diferente. O município recebe o dinheiro agora, mas paga depois.
Assim, a Prefeitura precisa explicar o valor da operação, os juros, o prazo e o custo final.
Além disso, a gestão deve informar quais ruas receberão as obras e qual será o impacto nas contas públicas.
Contas no vermelho e shows aumentam a cobrança
A prestação de contas mostrou que Santo Inácio gastou mais do que arrecadou nos primeiros quatro meses de 2026.
Mesmo assim, a administração realizou dois shows que chegam a quase R$ 300 mil.
Por isso, moradores perguntam se esse gasto era prioridade.
Além disso, a população questiona por que a Prefeitura não planejou antes a recuperação do asfalto.
Recursos da Câmara exigem caminho legal
Outro ponto envolve os recursos da Câmara Municipal.
A Prefeitura não pode usar livremente o orçamento do Legislativo.
Por outro lado, a Câmara pode devolver sobras ao fim do ano. Além disso, Executivo e Legislativo podem fazer ajustes legais no orçamento, desde que sigam as regras.
Por isso, Santo Inácio precisa saber qual caminho a administração pretende adotar.
Haverá devolução voluntária?
A Câmara fará acordo formal?
A Prefeitura enviará projeto de alteração orçamentária?
Essas respostas precisam aparecer antes de qualquer decisão.
Licitação precisa garantir disputa real
Caso a Prefeitura contrate uma empresa para executar a obra, a gestão deve seguir a lei de licitações.
A licitação precisa garantir publicidade, concorrência e critérios objetivos.
Portanto, a Prefeitura deve mostrar cada etapa do processo.
Além disso, os vereadores precisam fiscalizar a contratação.
Ano eleitoral aumenta a cobrança
Como 2026 é ano eleitoral, moradores acompanham o cronograma das obras com mais atenção.
Isso não impede a Prefeitura de recuperar ruas. No entanto, aumenta a obrigação de transparência.
Por isso, a gestão deve apresentar estudos técnicos, cronograma, fonte dos recursos, orçamento e processo de contratação.
Ou está apenas querendo maquiar a cidade para poder pedir votos para seu candidato a deputado estadual?
População quer saber quem paga e quem fiscaliza
Santo Inácio precisa de asfalto. Porém, a cidade também precisa de respostas.
Antes de assumir dívida, mexer no orçamento ou contratar empresa, a Prefeitura deve explicar tudo de forma clara.
Afinal, quando o assunto envolve dinheiro público, a população tem direito de saber quem paga, quem executa e quem fiscaliza.
Perguntas que a Prefeitura deve responder
Por que Santo Inácio não recebeu recurso a fundo perdido?
A Prefeitura apresentou projeto ao Governo do Paraná?
Qual será o valor do financiamento?
Quanto o município pagará no total?
Quais ruas receberão as obras?
Qual será o impacto nas contas públicas?
Por que a gestão manteve dois shows que chegam a quase R$ 300 mil?
A Câmara devolverá recursos?
Haverá acordo formal com os vereadores?
A Prefeitura enviará projeto à Câmara?
Como ocorrerá a contratação da empresa responsável pela obra? Haverá licitação? Caso a Prefeitura tenha informado publicamente que uma empresa de Santa Fé poderá executar o serviço, como essa informação foi definida antes da conclusão do processo licitatório? A administração pode esclarecer em que contexto essa referência foi feita e como garantirá o cumprimento das regras de concorrência previstas na legislação.
Quando a população terá acesso aos documentos?
Transparência antes do asfalto
A recuperação das ruas é necessária.
Entretanto, a necessidade da obra não elimina a obrigação de explicar o uso do dinheiro público.
Por fim, a Prefeitura de Santo Inácio pode reduzir dúvidas se divulgar os documentos, os valores, os prazos e os critérios técnicos antes de avançar com a operação.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Santo Inácio.
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