Gestão Geny Violatto em ofício admite que usou em show dinheiro que poderia arrumar as ruas

Gestão Geny Violatto em ofício admite que usou em show dinheiro que poderia arrumar as ruas


A gestão da prefeita Geny Violatto confirmou, por meio de documento oficial, que usou R$ 810 mil de recursos livres para contratar shows durante o rodeio de Santo Inácio. Enquanto isso, a população segue esperando o recapeamento completo das ruas, anunciado no início deste ano.

Agora, a discussão mudou de foco. Em vez do recapeamento prometido, a administração passou a discutir uma possível operação tapa-buracos. O ponto mais grave é que, segundo relatos de bastidores, a prefeita teria reunido vereadores para tratar da possibilidade de usar recursos ligados à Câmara Municipal nessa ação.

Se isso envolver manobra irregular no orçamento do Legislativo, a situação pode gerar questionamentos no Ministério Público, no Tribunal de Contas e até na Justiça. A Câmara tem autonomia financeira. O dinheiro do Legislativo não pode virar instrumento político para maquiar problema que a Prefeitura não resolveu no tempo certo.

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Prefeitura confirmou R$ 810 mil em recursos livres para shows

A informação aparece em resposta oficial enviada pela Prefeitura a requerimento do vereador Alexandre Venceslau dos Santos.

Segundo o documento, os valores pagos com recursos livres foram:

Maria Cecília e Rodolfo: R$ 140 mil;
João Bosco e Vinícius: R$ 300 mil;
Luan Pereira: R$ 340 mil;
Jhennifer e Sthefany: R$ 30 mil.

Além disso, o Município informou que recebeu R$ 450 mil em emendas parlamentares para o evento.

Como eram recursos livres, a gestão poderia definir outra prioridade, dentro da lei. Portanto, esse dinheiro poderia ajudar no asfalto, na saúde, na educação, no pagamento do piso dos professores ou no equilíbrio das contas públicas.

Ronaldo Cabeção anunciou R$ 11 milhões para recapear Santo Inácio

Na sessão da Câmara de 30 de março de 2026, o presidente Ronaldo César dos Santos afirmou que Santo Inácio tinha aproximadamente R$ 11 milhões aguardando apenas a liberação do Governo do Paraná.

Segundo ele, o recurso serviria para recapear praticamente todas as ruas da cidade. Ronaldo também disse que a prefeita Geny Violatto e seus secretários viajavam com frequência a Curitiba para buscar a liberação do dinheiro.

O anúncio criou expectativa na população. Porém, o recapeamento não aconteceu.

Parte da ata original que temos em nossos arquivos na redação na íntegra.

O povo precisa saber por que o dinheiro não chegou

A pergunta central continua sem resposta.

Por que os R$ 11 milhões não chegaram a Santo Inácio?

O Governo Ratinho Junior deixou de liberar o recurso?
O deputado Adriano José falhou na articulação política?
Sandro Alex não conseguiu destravar o dinheiro prometido?
A gestão Geny Violatto deixou de cumprir alguma exigência técnica ou documental?
Ou o anúncio feito à população não tinha garantia real de liberação?

A população não pode ficar sem explicação. Se o dinheiro foi anunciado em plenário, os responsáveis pelo anúncio também devem explicar o que deu errado.

Tapa-buracos não substitui recapeamento

A cidade precisa de solução real para o asfalto. O problema não se resolve com maquiagem.

Uma operação tapa-buracos pode até atender pontos emergenciais. No entanto, ela não substitui o recapeamento completo anunciado no começo do ano.

Por isso, a administração precisa explicar se pretende resolver o problema de forma definitiva ou apenas melhorar a aparência das ruas para reduzir o desgaste político.

Uso de recursos da Câmara pode gerar responsabilização

Caso a Prefeitura tente usar recursos da Câmara por meio de acordo político, sem base legal clara, a situação pode configurar violação à autonomia do Legislativo e desvio de finalidade.

Além disso, se ficar comprovado que a operação tem objetivo eleitoral ou serve apenas para melhorar a imagem da gestão, os envolvidos podem responder perante os órgãos de controle.

A apuração pode alcançar a prefeita, vereadores que eventualmente participem da manobra e outros agentes públicos. Dependendo das provas, o caso pode envolver improbidade administrativa, irregularidade orçamentária e questionamentos eleitorais.

Reunião fechada aumenta suspeitas

A reunião da prefeita com vereadores, a portas fechadas, também precisa ser explicada.

A população tem o direito de saber o que foi discutido, quais recursos foram colocados na mesa e se houve tentativa de direcionar dinheiro do Legislativo para uma ação de interesse da Prefeitura.

Transparência não é favor. É obrigação de quem administra dinheiro público.

Quem fará o serviço?

Outro ponto exige resposta.

Se a operação tapa-buracos depender de licitação, a empresa responsável só poderá ser escolhida depois do procedimento legal.

Portanto, qualquer informação antecipada sobre quem executará o serviço precisa ser esclarecida. Licitação não pode ter vencedor antes de começar.

Santo Inácio não quer maquiagem, quer solução

O caso revela uma contradição difícil de explicar.

A Prefeitura gastou R$ 810 mil de recursos livres com shows. Depois, a cidade ficou sem o recapeamento de R$ 11 milhões anunciado publicamente. Agora, surge a discussão sobre uma operação tapa-buracos com possível participação financeira da Câmara.

O povo de Santo Inácio precisa saber a verdade.

O dinheiro não chegou por falta de palavra do Governo Ratinho Junior?
Por falha de articulação de Adriano José ou Sandro Alex?
Ou por falha da própria gestão Geny Violatto?

Enquanto ninguém responde, as ruas continuam ruins. E tapa-buracos feito com finalidade política não resolve o problema. Apenas empurra a conta para a população.

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Redação O Diário de Maringá

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