Willie Davids sob questionamento: quem lucra com os shows e quem paga a conta depois?
O Estádio Regional Willie Davids pertence ao Município de Maringá. Portanto, a Prefeitura precisa explicar quem pode utilizar o espaço, quanto cada interessado paga e quais atividades os contratos autorizam.
A dúvida ganhou força após a realização de shows promovidos pela A6 Produções no estádio.
A empresa possui algum contrato exclusivo para explorar shows no Willie Davids?
Caso exista exclusividade, qual órgão municipal autorizou esse direito? Houve licitação, chamamento público ou outro processo que permitiu a participação de empresas concorrentes?
Além disso, qual é o prazo do contrato? Quais contrapartidas a produtora oferece ao município? Quanto a A6 paga por cada dia de uso do estádio?
Relação entre o time e a produtora precisa de esclarecimento
Outro ponto exige uma resposta direta.
Existe alguma ligação societária entre pessoas que participam da administração do time e a A6 Produções?
Caso essa ligação exista, ela permite que a produtora utilize o estádio para realizar shows?
O contrato firmado para a utilização esportiva do Willie Davids também autoriza exploração comercial por uma produtora de eventos ligada a dirigentes, investidores ou sócios do clube?
A Prefeitura precisa apresentar os documentos que respondam a essas perguntas.
Uma autorização destinada ao futebol não pode se transformar automaticamente em autorização para shows. As duas atividades possuem finalidades, estruturas, receitas e impactos diferentes.
Por isso, o município deve esclarecer se concede uma autorização específica para cada evento ou se algum contrato permite que terceiros explorem o estádio comercialmente.
Quanto o time paga para jogar?
Informações divulgadas anteriormente indicam que, desde 2024, os clubes que utilizam o Willie Davids pagariam cerca de R$ 10,4 mil por dia. O município também permitiria o abatimento desse valor por meio de investimentos feitos na estrutura do estádio.
A Prefeitura, no entanto, precisa confirmar oficialmente essas condições.
Quanto o time paga por partida?
Quais investimentos o município aceitou como forma de pagamento?
Quem avalia esses serviços?
O valor investido corresponde ao preço real das obras e melhorias?
Quanto o clube já pagou em dinheiro e quanto abateu por meio de investimentos?
Esses dados precisam aparecer de forma detalhada no Portal da Transparência.
E quanto a A6 paga pelos shows?
Um show de grande porte representa uma atividade comercial diferente de uma partida de futebol.
A produtora vende ingressos, camarotes e setores diferenciados. Além disso, o evento pode gerar receitas com estacionamento, alimentação, bebidas, publicidade e outras operações comerciais.
Diante disso, quanto a A6 paga para utilizar o estádio?
A Prefeitura cobra apenas uma diária?
O município recebe percentual sobre a venda de ingressos?
Existe cobrança pelo estacionamento?
A produtora paga pela utilização do gramado, arquibancadas, banheiros, camarotes, energia elétrica e demais áreas do complexo?
O valor cobrado de uma produtora de shows supera o valor pago pelo time ou segue a mesma tabela?
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Futebol também movimenta um grande negócio
O futebol profissional também envolve uma operação econômica relevante.
Os clubes arrecadam com ingressos, patrocínios, publicidade, direitos de transmissão, venda de produtos, programas de sócios e utilização de espaços comerciais.
Por isso, a Prefeitura precisa explicar quais benefícios concede aos times que utilizam o patrimônio municipal.
O clube possui exclusividade sobre alguma área do Willie Davids?
Pode explorar bares, camarotes, placas publicitárias ou estacionamento?
O município recebe parte dessas receitas?
Os investimentos feitos pelo clube compensam integralmente o valor que deveria entrar nos cofres públicos?
A população precisa conhecer o resultado dessa conta.
Quem paga pela manutenção?
Os shows exigem montagem de palcos, estruturas metálicas, equipamentos pesados, áreas especiais e circulação intensa de pessoas.
Diante disso, quem assume os custos de possíveis danos ao gramado, arquibancadas, banheiros, estacionamento e áreas internas?
A Prefeitura realiza vistorias antes e depois de cada evento?
A produtora apresenta seguro, caução ou garantia financeira?
Quem paga pela limpeza, recuperação do gramado, fiscalização, segurança pública e organização do trânsito?
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A administração municipal deve mostrar quanto arrecada e quanto gasta em cada evento. Somente assim os contribuintes poderão verificar se o negócio traz retorno ao município ou transfere despesas privadas para os cofres públicos.
A6 quer indenização por matéria, mas quem indenizará as vítimas furtadas no show?
Prefeitura precisa abrir os contratos
A Prefeitura de Maringá deve divulgar os contratos, termos de cessão, permissões de uso, autorizações, laudos de vistoria, valores pagos e critérios adotados para conceder o estádio.
Também precisa responder objetivamente:
A A6 possui exclusividade para realizar shows no Willie Davids?
A produtora utiliza o estádio por possuir contrato próprio ou por meio da relação com pessoas ligadas ao time?
Quanto o clube paga para jogar?
Quanto a A6 paga para realizar um show?
As duas atividades seguem a mesma tabela?
Quem recebe as receitas de estacionamento, camarotes, publicidade, bares e outras operações comerciais?
O Willie Davids pertence aos maringaenses. Por isso, relações empresariais, vínculos entre dirigentes e produtoras e condições de uso do estádio precisam permanecer sob total transparência.
A questão central não envolve impedir jogos ou shows. A população quer saber quem explora economicamente o patrimônio público, quanto paga por isso e quem assume a conta depois que o evento termina.




