Motoristas embriagados são “assassinos”, diz Jacovós ao cobrar mudança na legislação

Motoristas embriagados são “assassinos”, diz Jacovós ao cobrar mudança na legislação


Na tribuna da Alep, deputado pediu ação de deputados federais e senadores e afirmou que delegados podem dar uma tipificação mais adequada ao crime

O deputado estadual Delegado Jacovós levou o caso Gabriel Muniz à tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná nesta terça-feira (4). Durante o pronunciamento, ele chamou de “assassino” quem consome bebida alcoólica, assume a direção de um veículo e provoca a morte de outra pessoa.

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Jacovós também enviou um recado aos deputados federais e senadores. Segundo o parlamentar, são eles que possuem competência para mudar a legislação federal e aumentar o rigor contra motoristas embriagados que matam no trânsito.



O deputado ainda cobrou uma atuação mais firme dos delegados de polícia. Para ele, a autoridade policial pode analisar melhor as circunstâncias de cada ocorrência e dar uma tipificação mais adequada ao crime.

“Quem bebe e mata é assassino”

Na tribuna, Jacovós rejeitou o tratamento de simples acidente para casos em que o motorista bebe antes de dirigir e depois provoca uma morte.

Segundo o deputado, a pessoa conhece os riscos da combinação entre álcool e direção. Mesmo assim, decide assumir o volante e coloca a vida de outras pessoas em perigo.

Por isso, Jacovós usou uma expressão direta ao falar sobre esses condutores: “assassinos”.

A declaração ocorreu durante a manifestação sobre a morte de Gabriel Muniz, de 20 anos. O jovem morreu depois de permanecer dez dias internado em decorrência de um acidente ocorrido em 17 de julho, em Maringá.

Congresso pode alterar a legislação

Jacovós direcionou parte do pronunciamento aos deputados federais e senadores.

A cobrança tem uma razão objetiva. A Assembleia Legislativa pode debater o assunto, aprovar manifestações e pressionar por providências. No entanto, deputados estaduais não podem alterar o Código Penal nem o Código de Trânsito Brasileiro.

O Congresso Nacional possui essa competência.

Por isso, Jacovós pediu que deputados federais e senadores apresentem, apoiem e votem propostas que aumentem as penas para quem dirige embriagado e provoca mortes.

A mobilização em torno da chamada Lei Gabriel Muniz defendida pelo O Diário de Maringá já chegou à bancada federal do Paraná. O deputado federal Ricardo Barros anunciou uma proposta para aumentar a pena aplicada ao homicídio cometido por motorista embriagado. O deputado federal Sargento Fahur também apresentou uma iniciativa relacionada ao tema.

Cena do trânsito maringaense

Luiz Nishimori se movimentou após receber a cobrança sobre o caso. A pressão agora alcança os demais representantes paranaenses na Câmara dos Deputados e no Senado.

Cobrança também chegou aos delegados

Jacovós não limitou o recado aos parlamentares de Brasília.

O deputado também cobrou os delegados responsáveis por analisar acidentes com motoristas embriagados. Segundo ele, esses profissionais podem avaliar as circunstâncias da ocorrência e tipificar melhor o crime.

A tipificação adotada pela autoridade policial influencia os primeiros procedimentos da investigação. Por isso, Jacovós defendeu uma análise mais rigorosa quando o motorista bebe, dirige e provoca uma morte.

Para o parlamentar, a autoridade policial precisa considerar que o condutor tomou uma decisão antes do acidente: ingeriu bebida alcoólica e, depois, assumiu o volante.

O deputado entende que essa conduta não pode receber automaticamente o tratamento mais brando. Cada caso exige análise das provas, das circunstâncias e da conduta do motorista.

Caso Gabriel Muniz mobilizou Maringá

Gabriel Muniz sofreu o acidente no dia 17 de julho, no cruzamento das avenidas Guaiapó e Dona Sophia Rasgulaeff, em Maringá.

Após o acidente, o jovem permaneceu internado por dez dias. Ele morreu no dia 27 de julho.

O motorista envolvido havia consumido bebida alcoólica. A liberação do condutor provocou revolta entre familiares, amigos e moradores de Maringá.

A família passou a cobrar justiça e mudanças na legislação. No domingo (2), uma manifestação reuniu pessoas em defesa de penas mais duras para motoristas embriagados que provocam mortes.

A mobilização passou a defender a criação da Lei Gabriel Muniz.

Jacovós cobra reação em duas frentes

O pronunciamento de Jacovós apresentou duas cobranças.

A primeira foi dirigida aos deputados federais e senadores, que podem alterar a legislação e aumentar as penas previstas para esses crimes.

A segunda foi destinada aos delegados. Segundo Jacovós, as autoridades policiais podem avaliar melhor a conduta do motorista e aplicar uma tipificação compatível com as circunstâncias apuradas.

Deputado estadual e delegado de polícia, José Aparecido Jacovós exerce mandato na Assembleia Legislativa do Paraná e tem atuação voltada à segurança pública.

Na tribuna, ele resumiu sua posição ao chamar de “assassino” quem bebe, dirige e provoca uma morte. Depois, cobrou dos parlamentares federais a mudança da lei e dos delegados uma análise mais rigorosa da tipificação do crime.

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Redação O Diário de Maringá

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