SISMMAR repudia declarações de Giselli Bianchini e cobra responsabilidade em denúncias contra profissionais da Educação
Sindicato rejeita generalizações contra profissionais da rede municipal e demonstra preocupação com a utilização política de episódios que ainda estão em apuração
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá, o SISMMAR, repudiou a forma como a vereadora Giselli Bianchini apresentou denúncias contra profissionais da Educação Municipal. A parlamentar abordou o assunto durante a sessão da Câmara de Maringá desta quinta-feira (10) e, depois, voltou ao tema nas redes sociais.
Segundo a gestão Somos Todos SISMMAR, Giselli afirmou que recebeu “dezenas de casos de violência” supostamente cometidos por profissionais da Educação contra estudantes de escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil, os CMEIs.
Mais tarde, a vereadora associou situações ocorridas nas unidades de ensino a episódios graves de “automutilação” envolvendo crianças. Diante disso, o sindicato divulgou uma nota de repúdio e cobrou responsabilidade no tratamento das denúncias.
SISMMAR defende investigação individual
O sindicato considera indispensável que as autoridades tratem qualquer denúncia envolvendo crianças e adolescentes com seriedade. Para a entidade, os responsáveis devem encaminhar cada suspeita aos órgãos competentes.
Em seguida, esses órgãos precisam investigar os fatos individualmente. Caso confirmem alguma irregularidade, deverão adotar as providências previstas na legislação.
No entanto, o SISMMAR rejeitou generalizações capazes de colocar toda a categoria sob suspeita. A entidade destacou que a gravidade das denúncias aumenta a necessidade de cautela, provas e responsabilidade.
Segundo o sindicato, a administração municipal possui instrumentos para investigar possíveis desvios de conduta. Ao mesmo tempo, os procedimentos precisam garantir o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Além disso, o SISMMAR informou que um dos episódios mencionados já possui um procedimento de apuração em andamento. A nota, porém, não apresenta detalhes sobre esse caso.
Acusação pública pode provocar danos
O SISMMAR acompanha servidores que respondem a sindicâncias e processos administrativos. Por isso, a entidade afirma conhecer os impactos provocados por uma acusação pública antes da conclusão oficial.
De acordo com o sindicato, profissionais podem sofrer prejuízos financeiros, desgaste de imagem e consequências psicológicas durante uma investigação. Em alguns casos, segundo a nota, as autoridades constataram que as denúncias contra servidores eram falsas.
Ainda assim, a absolvição posterior nem sempre repara os danos. O sindicato sustenta que o desgaste emocional e profissional pode permanecer mesmo depois que o processo inocenta o servidor.
“Mesmo com a absolvição posterior, o desgaste de imagem e mental torna-se irreparável”, afirma a nota.
Proteção às crianças e direitos dos servidores
O SISMMAR também rejeitou a ideia de que a proteção de crianças e adolescentes entre em conflito com os direitos dos profissionais da Educação.
Para a entidade, as duas responsabilidades exigem investigação rigorosa, respeito à legislação e compromisso com a verdade. Portanto, denunciar uma possível irregularidade não autoriza acusações antecipadas contra toda a rede municipal.
Além disso, o sindicato argumenta que cada caso possui circunstâncias próprias. Assim, os órgãos responsáveis precisam analisar provas, ouvir as pessoas envolvidas e assegurar o direito de defesa.
“Transformar casos individuais em acusações contra toda a rede não ajuda a esclarecer os fatos e amplia a exposição dos trabalhadores da Educação”, declarou o SISMMAR.
A entidade também lembrou que servidoras e servidores já enfrentam diferentes problemas dentro das unidades. Nesse contexto, uma acusação generalizada pode aumentar a pressão sobre profissionais que não possuem relação com os episódios mencionados.
Sindicato aponta risco de exploração eleitoral
A nota também manifesta preocupação com uma possível utilização política dos casos. Conforme o SISMMAR, episódios ainda em apuração não devem servir para gerar projeção eleitoral ou repercussão pública.
O sindicato citou diretamente o fato de Giselli Bianchini disputar uma eleição enquanto divulga as acusações. Entretanto, essa avaliação representa a posição da entidade sindical.
“Temas tão sensíveis não podem ser usados por uma parlamentar, em pleno processo eleitoral, para gerar projeção e repercussão pública às custas da imagem de servidoras e servidores que diariamente constroem a Educação Municipal de Maringá”, afirma a nota.
Por fim, a gestão Somos Todos SISMMAR declarou que continuará acompanhando a categoria. A entidade também prometeu defender o devido processo legal e cobrar uma investigação rigorosa, responsável e respeitosa.
Nota de repúdio do SISMMAR
Na manifestação, o SISMMAR defende os profissionais da Educação e cobra responsabilidade na divulgação de denúncias. O sindicato reconhece a gravidade de qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, mas exige que os órgãos competentes investiguem cada episódio antes de qualquer conclusão.
A entidade também afirma que não aceitará generalizações contra toda a rede municipal. Segundo o sindicato, acusações públicas podem atingir servidores que não possuem qualquer relação com os fatos investigados.
Ao mesmo tempo, o SISMMAR reforça que proteger os estudantes e garantir os direitos dos trabalhadores são responsabilidades compatíveis. Para isso, as autoridades devem apurar os casos, analisar as provas e assegurar o contraditório e a ampla defesa.
Por fim, o sindicato cobra responsabilidade das autoridades e dos agentes políticos. A entidade afirma que seguirá ao lado dos profissionais da Educação durante sindicâncias, processos administrativos e outras investigações.




