E agora, Adriano José e Edson Palotta? Comissionados de Santa Fé foram coagidos a atuar em vídeos políticos?
Cobrança atribuída a secretário cita vídeos de Adriano José e do governador. Além disso, o remetente menciona uma avaliação até o fim das eleições.
Uma captura de conversa mostra uma cobrança dirigida a comissionados da Prefeitura de Santa Fé. As mensagens são atribuídas ao secretário municipal de Comunicação e Transparência.
O remetente pede a atuação do grupo em vídeos do governador e do deputado estadual Adriano José da Silva. Em seguida, lembra que os destinatários ocupam “cargos políticos e de confiança”.
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Segundo a suposta mensagem, a falta de participação indicaria ao prefeito Edson Palotta que ele não poderia contar com essas pessoas. Depois, o remetente avisa: “E isso será avaliado até o fim das eleições estaduais”.
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Por fim, pergunta se precisará chamar os integrantes do grupo separadamente ao gabinete.
A cobrança pode configurar assédio eleitoral?
As mensagens levantam suspeita de pressão política. Afinal, a referência a uma avaliação exige esclarecimento: haveria alguma consequência para quem não atuasse nos vídeos?
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o assédio eleitoral pode envolver pressão de superiores para que trabalhadores apoiem candidaturas. Ameaças de punição também podem caracterizar a prática. No entanto, a análise depende do contexto e das provas.
O Código Eleitoral prevê punição para o servidor que usa sua autoridade para coagir alguém a votar em determinado candidato. Nesse caso, o artigo 300 estabelece detenção de até seis meses e multa de 60 a 100 dias-multa.
Já o artigo 301 trata da coação ao voto por meio de violência ou grave ameaça. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa.
A captura, porém, não contém uma ordem para votar em alguém. Portanto, ela não comprova a ocorrência desses crimes.
O que falta esclarecer
A Prefeitura de Santa Fé precisa confirmar quem enviou as mensagens. Além disso, deve explicar o que seria avaliado e qual era a finalidade dos vídeos.
Edson Palotta precisa esclarecer se sabia da cobrança. Adriano José, por sua vez, deve informar se conhecia as mensagens ou pediu a atuação dos comissionados.
A menção ao prefeito e ao deputado não comprova que eles participaram da cobrança. Até agora, a imagem levanta perguntas, mas não define responsabilidades.



