Vídeo de Giselli Bianchini pode levar STF a rever prisão domiciliar de Bolsonaro e determinar seu retorno ao regime fechado
Decisões judiciais proíbem o ex-presidente de usar redes sociais por terceiros e de divulgar manifestações político-eleitorais.
A filha da vereadora Giselli Bianchini (PL) publicou em suas redes sociais, em 7 de setembro de 2026, dia do aniversário de Giselli , um vídeo de apoio de Jair Messias Bolsonaro à candidatura da mãe a deputada estadual. A propaganda apresenta Giselli com o número 22789 e exibe a mensagem “Eu apoio para deputada estadual Giselli Bianchini”.
A data da publicação merece atenção porque o vídeo circulou depois de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiram a comunicação e as manifestações eleitorais de Bolsonaro. Isso pode motivar uma apuração sobre eventual descumprimento das condições de sua prisão domiciliar. A publicação em setembro, porém, não prova que a declaração tenha sido gravada naquele mês.
O que diz a decisão do STF
Bolsonaro está proibido de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros. Segundo esclarecimento do STF, a restrição também alcança a veiculação de seus áudios e vídeos em contas de outras pessoas. A proibição continuou entre as condições de sua prisão domiciliar. noticias.stf.jus.br
Em 17 de julho de 2026, o ministro Alexandre de Moraes proibiu a “divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. A decisão publicada pelo STF também veda visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026. digital.stf.jus.br
A decisão prevê que um novo descumprimento pode levar à revisão da prisão domiciliar humanitária e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado. Essa medida exige avaliação do STF. Não ocorre automaticamente porque alguém publicou um vídeo. digital.stf.jus.br
O que ainda precisa ser esclarecido
O material examinado por O Diário de Maringá apresenta Bolsonaro ao lado de Giselli e usa sua declaração em uma peça de campanha. Para avaliar uma possível violação da ordem judicial pelo ex-presidente, é preciso apurar quando ele gravou a fala e se autorizou ou participou do uso dela na propaganda publicada em 7 de setembro.
O STF já considerou necessário esclarecer o consentimento de Bolsonaro ao examinar outro vídeo eleitoral que utilizou sua imagem e voz. www.jusbrasil.com.br
Assim, a data da postagem está definida: 7 de setembro de 2026. O vídeo também mostra uma declaração de apoio usada na campanha de Giselli. Já a data da gravação e a eventual participação de Bolsonaro na divulgação atual terá que ser analisado.



