Bolsonaro está fora da disputa, mas quer eleger a ex, a atual o irmão dois cunhados e os filhos nas urnas
Preso e inelegível, ex-presidente apoia candidaturas de parentes em diferentes estados; família lidera levantamento sobre núcleos políticos nas eleições de 2026.
Por Gilmar Ferreira
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso e inelegível, aposta nas candidaturas de três filhos, da mulher, da ex-mulher, de um irmão e de dois cunhados para preservar sua influência política. A estratégia familiar consta de reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 3 de outubro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputa a Presidência com o apoio do pai. Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) concorre ao Senado pelo Distrito Federal e tem o irmão Diego Torres (PL) como primeiro suplente.
Outro irmão de Michelle, Eduardo Torres (PL), busca uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Assim, a presença familiar alcança tanto a disputa por mandatos quanto a composição de uma chapa ao Senado.
A família se espalha por diferentes estados
Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e ex-vereador do Rio de Janeiro, disputa o Senado. Seu irmão Jair Renan Bolsonaro (PL), vereador de Balneário Camboriú, concorre a deputado federal.
Em São Paulo, Renato Bolsonaro (PL), irmão de Jair, também busca uma vaga na Câmara dos Deputados. No Rio de Janeiro, Rogéria Bolsonaro (PL), ex-mulher do ex-presidente e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, concorre a deputada federal.
Maior grupo no levantamento de 2026
Um levantamento do Congresso em Foco colocou os Bolsonaro à frente dos núcleos familiares pesquisados nas eleições de 2026. O estudo identificou famílias ligadas a deputados e senadores em exercício com quatro ou mais candidatos.
Nesse recorte, os Bolsonaro somam oito nomes. A contagem inclui dois parentes mais distantes, Marcelo e Valéria Bolsonaro, candidatos a deputado estadual por São Paulo.
Na sequência aparecem o núcleo Macedo/Soares/Crivella, com sete candidatos, e as famílias Barbalho e de descendentes de Miguel Arraes, com cinco cada.
Esses dados demonstram a concentração familiar neste pleito, mas não estabelecem um recorde de toda a história brasileira.
Pelo jeito, a família Bolsonaro é bem conservadora: quer conservar o poder entre os seus.



