Enquanto o tesouraço de Flávio Bolsonaro não vem, o de Edson Palotta já estaria afiado
Portaria determina corte retroativo a 1º de outubro. Prefeito nega relação com denúncia, mas não apresenta detalhes.
Por Gilmar Ferreira
A Prefeitura de Santa Fé determinou a retirada da gratificação da servidora Valdelice Lucien Silva, auxiliar de enfermagem com jornada de 40 horas, conforme a Portaria nº 109/2026, encaminhada ao O Diário de Maringá. O documento estabelece efeito retroativo a 1º de outubro de 2026.
Segundo uma fonte ouvida pelo jornal, a medida teria relação com uma suposta retaliação contra funcionários que não atenderam aos chamados para atuar na campanha dos candidatos apoiados pelo prefeito Edson Palotta Netto (PP).
Além disso, a fonte relata que funcionários receberiam chamados para comparecer ao gabinete caso não compartilhassem conteúdos políticos. As publicações envolveriam o governo de Carlos Roberto Massa Junior, o Ratinho Junior (PSD), e o deputado estadual Adriano José da Silva (PSD), conhecido como Soldado Adriano José.
Óleo mais barato pode sair caro para quem trabalha com moto
Ainda conforme o relato, outros servidores já perderam gratificações e haveria mais nomes sujeitos a possíveis retaliações, incluindo exonerações de cargos em comissão. Essas informações ainda precisam de confirmação documental.
Portaria confirma retirada da gratificação
A Portaria nº 109/2026 exclui a gratificação que a Portaria nº 81/2025 concedeu a Valdelice. Entretanto, o trecho apresentado ao jornal não informa o valor do benefício nem explica o motivo da retirada.
A fonte também afirma que a servidora seria concunhada do prefeito. O Diário de Maringá, porém, não confirmou o parentesco de forma independente.
Embora a portaria comprove o corte, o documento não demonstra, por si só, que a decisão tenha relação com apoio eleitoral ou compartilhamento de publicações políticas.
Prefeito afirma que informação não procede
O Diário de Maringá enviou uma mensagem ao secretário de Comunicação para solicitar esclarecimentos, mas ele não respondeu.
Já o prefeito Edson Palotta Netto respondeu ao jornal e afirmou que a informação “não procede”. Contudo, não apresentou detalhes sobre os critérios para a retirada da gratificação nem esclareceu os demais pontos da denúncia.
Há também uma denúncia no Ministério Público sobre suposto assédio eleitoral. A existência da denúncia não representa uma conclusão do órgão sobre os fatos.
O Diário de Maringá aguarda novos esclarecimentos da prefeitura e informações sobre o encaminhamento da denúncia no Ministério Público.



