Dia 29 de Outubro  Mundial do AVC: reconhecer os sinais e buscar ajuda rapidamente pode reduzir sequelas



Doença está entre as principais causas de morte no Brasil; atendimento rápido é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento

Quase 90 mil brasileiros morreram em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) em 2025. Os números são do Registro Civil compilados pela Sociedade Brasileira de AVC. Em uma doença na qual cada minuto pode fazer diferença, reconhecer os sinais e procurar atendimento imediatamente são medidas fundamentais para reduzir o risco de consequências graves.

O AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido, no caso do tipo isquêmico, ou quando há rompimento de um vaso sanguíneo, provocando sangramento, no tipo hemorrágico. As duas situações comprometem o funcionamento das células cerebrais e exigem avaliação médica urgente.

“Quanto mais tempo o cérebro fica sem receber o fluxo sanguíneo adequado, maior pode ser o dano às células cerebrais. Por isso, reconhecer os sinais e procurar atendimento imediatamente é fundamental para que a equipe médica avalie o caso e defina a conduta mais adequada”, explica Ester London, neurologista do Hospital São Vicente, em Curitiba.



Como reconhecer os sinais

Os sintomas de um AVC podem surgir de forma súbita e nem sempre aparecem todos ao mesmo tempo. Assimetria no rosto, perda de força ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender o que é dito, alterações repentinas na visão e perda de equilíbrio estão entre os principais sinais de alerta.

“Não é necessário apresentar todos esses sintomas para suspeitar de um AVC. Uma alteração súbita na fala, por exemplo, ou a perda de força em um dos braços já são motivos para buscar atendimento de emergência. O importante é não minimizar os sinais nem esperar para ver se desaparecem”, alerta a especialista.

Diante da suspeita, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, ou procurar atendimento de emergência imediatamente. Não se deve esperar que os sintomas melhorem nem oferecer medicamentos por conta própria.

O que acontece na chegada ao hospital

Na emergência, o paciente com suspeita de AVC passa por avaliação prioritária. A equipe verifica os sintomas, investiga quando começaram e realiza exames para identificar a causa do quadro e orientar o tratamento. Entre eles está a tomografia computadorizada de crânio, que auxilia na identificação de sangramentos e na diferenciação entre os tipos de AVC.

“A rapidez nessa etapa é fundamental porque os tratamentos variam conforme o tipo de AVC e as condições clínicas do paciente. O tempo transcorrido desde o início dos sintomas, a região do cérebro afetada e a gravidade do quadro também influenciam as possibilidades de tratamento e a recuperação”, explica a Dra. Ester London. 

A avaliação inicial permite que a equipe médica defina a conduta mais adequada para cada caso. Por isso, informar o horário em que os sintomas começaram, ou a última vez em que a pessoa foi vista sem alterações, pode ajudar os profissionais na tomada de decisão.

Prevenção também é importante

Embora nem todos os casos possam ser evitados, o controle de fatores de risco contribui para reduzir as chances de um AVC. Manter a pressão arterial, o diabetes e o colesterol sob controle, não fumar e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes para a saúde cardiovascular.

“A prevenção começa com o acompanhamento regular da saúde e o controle dos fatores de risco, especialmente a hipertensão. Mesmo quem se sente bem deve manter os exames e as consultas em dia. E, diante de qualquer sinal súbito que possa indicar um AVC, a prioridade é procurar atendimento sem demora”, orienta a especialista.

Sobre o Hospital São Vicente

O Hospital São Vicente é um hospital tradicional de Curitiba, há 86 anos em funcionamento, e possui o mais alto padrão de qualidade certificado pela Organização Nacional de Acreditação como Hospital de Excelência. Em uma estrutura moderna, conta com pronto atendimento 24 horas, centros médicos e serviços de diagnóstico e tratamento, centro de ortopedia, centro cirúrgico, e UTI. Possui Certificação em Nível A para Transplantes Hepáticos e Renais – Ministério da Saúde: Reconhecimento pela excelência e segurança nos procedimentos de transplante, consolidando sua posição como referência em transplantes de alta complexidade. Acreditação ONA Nível 3 e classificação Ouro no Programa Segurança em Alta da Unimed. Seu programa de Residência Médica é credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) nas especialidades de Cirurgia Geral, Cirurgia Digestiva, Cancerologia Cirúrgica e Radiologia.

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Redação

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