Quando o Lucro Prevalece: Terrenos sem manutenção ameaçam vidas

Quando o Lucro Prevalece: Terrenos sem manutenção ameaçam vidas


Negligência privada, custo coletivo

O mercado imobiliário, quando mal gerido, pode representar um risco significativo para a saúde pública, especialmente no que diz respeito à conduta de doenças como a dengue. Um exemplo claro disso ocorre quando proprietários de terrenos deixam de cumprir responsabilidades básicas, como cercar e manter suas propriedades em condições adequadas. Terrenos abandonados, sem muros ou cuidados mínimos, muitas vezes se transformam em criadores do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A falta de manutenção cria condições ideais para o acúmulo de água parada – em pneus velhos, entulhos ou vegetação descontrolada –, ambiente perfeito para a reprodução do mosquito.

A visão dos proprietários, muitas vezes incentivada pela especulação imobiliária que valoriza terrenos vazios, reflete uma falha do mercado em priorizar o bem-estar coletivo. A ausência de cercas ou muros permite o acesso irrestrito a essas áreas, agravando o problema com o descarte irregular de lixo por terceiros. Assim, o que poderia ser uma questão de gestão individual se transforma em uma ameaça à saúde pública, evidenciando a necessidade de políticas mais rigorosas de fiscalização e manutenção de propriedades privadas. O mercado imobiliário, portanto, não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade nesse cenário: negligenciar o básico é contribuir diretamente para uma crise sanitária evitável. Um exemplo disso é um imóvel na rua Alziro Zarur, onde frequentemente são realizadas queimadas e que funciona como depósito de lixo, conforme pode ser visto nas imagens. Queimada realizada no sábado 01 de março de 2025.



TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira Jornalista, apresentador e mestre de cerimônias | MTB 0011341/PR Gilmar Ferreira construiu sua trajetória entre redações, estúdios de televisão, emissoras de rádio e eventos. Sua experiência reúne a apuração jornalística, a apresentação ao vivo e a condução de cerimônias, com atuação no Paraná e em Santa Catarina. Atualmente, é diretor de redação de O Diário de Maringá e atua como mestre de cerimônias em eventos no Paraná e SP. Na televisão, trabalhou como apresentador e âncora na TV Maringá (Band), RIC TV Maringá (Record), Record News (Rede Mercosul) e RTV 10 Maringá. Sua trajetória no rádio inclui passagens, no Paraná, pela Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Em Santa Catarina, atuou na Rádio Menina FM e na Rádio Globo AM, em Blumenau. Em cada formato, Gilmar leva a experiência de quem conhece a notícia desde a apuração até o momento de comunicá-la ao público.

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