Shows milionários na Expoingá. E se um dia fosse para salvar vidas no Hospital da Criança?
Se Paranavaí consegue realizar todos os shows gratuitos, a Sociedade Rural de Maringá não poderia destinar a portaria de um dia para essa causa nobre?
Com o anúncio oficial dos shows da Expoingá, tudo indica que Maringá deverá ter novamente uma feira bem organizada e com grande capacidade de atrair público. A Expoingá, tradicional vitrine do agronegócio e um dos maiores eventos do Paraná, costuma reunir milhares de pessoas todos os anos, movimentando a economia local, o turismo e diversos setores de serviços.
Até que a própria organização prove o contrário, a expectativa é de mais uma edição bem estruturada e com programação capaz de lotar o parque de exposições. A divulgação antecipada dos shows costuma ser um dos principais motores desse entusiasmo popular, já que os espetáculos musicais se tornaram uma das maiores atrações da feira.
Mas, junto com a expectativa pelo entretenimento, surge também uma reflexão que vem sendo comentada por muitos maringaenses. Entre as novidades que muita gente gostaria de ver nesta edição seria um gesto simbólico e ao mesmo tempo grandioso por parte do presidente da Sociedade Rural de Maringá, Henrique Pinto.
A ideia que circula entre empresários, lideranças e parte da população é simples, mas carregada de significado social. Destinar ao menos um dia do faturamento dos shows da Expoingá para o Hospital da Criança de Maringá.
Seria uma forma concreta de devolver à cidade parte da força econômica que a própria população ajuda a construir ao prestigiar o evento todos os anos. Afinal, são os maringaenses e visitantes da região que compram ingressos, ocupam arquibancadas e fazem da Expoingá um sucesso de público e faturamento.
Também seria um gesto de reconhecimento à comunidade que, em diferentes momentos, apoiou projetos ligados à feira e às iniciativas do agronegócio local.
Henrique Pinto é conhecido por sua capacidade de articulação e por conseguir mobilizar recursos importantes, inclusive junto ao governo do Estado e a setores empresariais. Justamente por essa habilidade política e institucional, um gesto como esse teria ainda mais peso simbólico.
Destinar a arrecadação de um dia de shows ao Hospital da Criança não seria apenas uma ação filantrópica. Seria uma demonstração pública de compromisso com a cidade e com as famílias que dependem de uma estrutura hospitalar moderna e bem equipada para cuidar de seus filhos.
Seria, sem dúvida, um gesto grandioso. Um gesto capaz de transformar um evento já tradicional em algo ainda maior para Maringá.
Porque, no fim das contas, grandes eventos também podem ser grandes oportunidades de fazer o bem.


